Óleo Essencial de Cajepute (ou Cajeput)

Óleo Essencial de Cajeput
icon-gotaNome:
Óleo Essencial de Cajeput / Cajeput Essential Oil
icon-plantaNome Científico:
Melaleuca leucadendron
icon-microscopioComponente de Destaque:
1,8-Cineol / Eucaliptol (eucalyptol)
icon-fichaDescrição:
Líquido amarelo, verde ou verde-azulado, porém incolor quando retificado de odor freco, canforado.
icon-potePrincipais aplicações:
Na fabricação de fragrâncias e perfumes (nota canforada, eucaliptol). Na aromaterapia, é utilizado como antisséptico, expectorante, refrescante e repelente. Mostra bons resultados em casos de resfriados, faringites e cistite.

Cajepute

 

O cajeput (Melaleuca leucadendron) é uma árvore robusta, nativa das planícies costeiras da Malásia, que chega a alcançar até 13 metros de altura. Também encontrada nas Filipinas, nas Ilhas Molucas e na Austrália, tem um tronco esbranquiçado e tente a impedir o desenvolvimento de outras árvores por se proliferar em grande número. No idioma malaio, cajepute significa árvore branca e é, em geral, conhecida como “ti-tree branca”. O cajepute tem uma variedade de aplicações no Oriente, sendo usado tanto na culinária como na produção de cosméticos e perfumes. Apreciado por suas propriedades anti-sépticas, é há muito tempo utilizado como medicamento caseiro na Malásia, na Índia e na China. Considerado uma panacéia contra problemas de estômago e doenças de pele, era também o remédio tradicional para reumatismo e cólera. É muito usado para pulverizar ambientes a fim de afastar insetos e percevejos. Na Índia antiga, era conhecido como kayaputi.

“O óleo de cajepute pode lhe dar um bom alívio de problemas de gases, pois tem propriedades carminativas que restringem a formação de gás, bem como ajudam a remover o gás já formado nos intestinos.”

 

Óleo Essencial de Cajepute

 

O óleo essencial de cajepute é um líquido amarelo, verde ou verde-azulado, porém incolor quando retificado. Apresenta cheiro agradável, canforado (lembrando o cineol), e sabor acre/quente, que, de modo sutil, alterna-se para o fresco. Seu principal constituinte é o 1,8-cineol, entretanto contêm diversos outros elementos, como hidrocarbonetos (alfa-pineno, limoneno, dipenteno e sesquiterpênos, incluindo azulenos), alcoóis (em particular o alfa-terpineol, em parte sob a forma de ésteres dos ácidos acético, propiônico e valérico) e aldeídos, entre os quais o valérico e o benzóico. Durante a sua extração, forma sais de cobre devido às reações dos ácidos alifáticos voláteis (presentes no óleo) com as paredes metálicas dos destiladores. Então, quando o óleo é armazenado em tambores de ferro (zincados), ele se torna amarelo em virtude das trocas iônicas entre esses sais e as paredes dos tambores – algo que não ocorre quando o óleo é acondicionado em recipientes de vidro, cuja coloração verde persiste. Por esta razão, a cor verde do óleo se tornou um parâmetro para avaliar a sua qualidade.

Eucaliptol_Art

É um excelente anti-séptico para o aparelho respiratório. Suas propriedades sudoríferas ajudam a aliviar os resfriados acompanhados de febre, exercendo uma influência refrescante. Uma gota na banheira ajuda a aumentar a sudorese, liberando as toxinas da gripe e também é eficaz em inalações. É especialmente eficaz no estágio inicial das infecções, como em resfriados, faringites, laringites e bronquites. Acredita-se que ameniza de um modo geral as doenças pulmonares crônicas e pode ser benéfico para o tratamento da asma. Alivia a cólica e a inflamação dos intestinos. Também tem um efeito anti-séptico no sistema urinário e pode ajudar a tratar a cistite e a uretrite. Suas propriedades analgésicas podem ser benéficas para casos de nevralgia, dores de cabeça, dores de dente, gota, reumatismo e rigidez muscular. É muito conhecido como antídoto contra picadas de insetos e infestação de piolhos. Os piolhos e pulgas parecem sumir rapidamente quando os animais domésticos são massageados com esse óleo.

O óleo essencial de cajepute é um excelente anti-séptico para o aparelho respiratório. Suas propriedades sudoríferas ajudam a aliviar os resfriados acompanhados de febre, exercendo uma influência refrescante.

 

 

Mecanismo de Ação do 1,8-Cineol

 

Conforme já exposto, os óleos essenciais que contêm 1,8-cineol como constituinte majoritário (ou expressivo), como os de eucalipto globulus e cajepute, são bastante utilizados na aromaterapia contra as mais diversas infecções do sistema respiratório superior e inferior, como bronquite, rinite, asma e outras. Não é para menos, pois, de acordo com vários estudos, este monoterpeno de fato pode ajudar nestes casos – o qual já possui, inclusive, alguns dos seus mecanismos de ação elucidados e esclarecidos. De acordo com U. R. Juergens e colaboradores (2003), em “Anti-in£ammatory activity of 1.8-cineol (eucalyptol) in bronchial asthma: a double-blind placebo-controlled trial”, o 1.8-cineol age suprimindo a produção de alguns mediadores, como leucotrienos (LT) LTC4 e LTD4, seus precursores (5-HETE) e alguns prostanóides (PGD2, PGF2), que – sob certas condições – estimulam a produção de muco pelas células epiteliais das vias aéreas humanas. Ou seja, o 1.8-cineol é capaz de frear alguns dos mecanismos que resultam na produção de muco. Todavia, conforme a doença (e o grau dela), a produção de muco pode não ser suprimida em sua totalidade, evidenciando, portanto, outra característica do 1.8-cineol: de expectoração, afinal, ele também atua reduzindo a viscosidade do muco – facilitando assim a sua eliminação. Além disto, de acordo com o estudo “Is Myrtol® Standardized a New Alternative toward Antibiotics?”, de Maria Paparoupa e Adrian Gillissen (2016), o 1,8-cineol é capaz de interferir na ativação dos leucócitos, que, em linhas gerais, são as células responsáveis por “defender” o organismo humano. Agindo desta forma (na ativação dos leucócitos), o 1.8-cineol inibe o aparecimento de espécies reativas de oxigênio – que são moléculas que podem causar graves danos às células epiteliais alveolares. Isto significa que o 1.8-cineol, mais uma vez, pode ser considerado um potente aliado no combate a diversas infecções (agudas e crônicas) do sistema respiratório superior e inferior, afinal, sabe-se que muitos processos inflamatórios são acompanhados e/ou iniciados pela produção destes radicais de oxigênio.

Como exemplo de eficácia e eficiência do 1,8-cineol nestas situações, tem-se o GeloMyrtol®, um medicamento fabricado na Alemanha pelo laboratório Pohl Boskamp cujos ativos são um blend padronizado dos óleos essenciais de eucalipto, laranja, louro e limão – tendo o 1,8-cineol como ativo majoritário (contendo também d-limoneno e alfa-pineno). Lá, o GeloMyrtol® é indicado para o tratamento de rinossinusite aguda e crônica, bronquite aguda e crônica e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), com o “apelo” comercial de ser uma alternativa a antibioticoterapia em função da resistência bacteriana e dos efeitos colaterais. No GeloMyrtol®, de acordo com Tisserand e Young (2014), em “Essential Oil Safety”, a biodisponibilidade do 1,8-cineol é de 95,6%, o qual reduz significativamente a liberação de citocinas – que são moléculas que atuam no sistema imunológico, acelerando o processo inflamatório para “lidar” com a infecção – e reduz a produção de espécies reativas de oxigênio (que também podem desencadear uma inflamação). Além disto, a sinergia do GeloMyrtol® é capaz de inibir a liberação de TNF-alfa, o fator de necrose tumoral que, dentre outras funções, ajuda a promover o processo inflamatório sistêmico ou local. Inclusive, sabe-se que uma descompensação nos níveis de TNF-alfa pode estar associada a alguns tipos de câncer, lúpus eritematoso sistêmico (LES), psoríase, doenças pulmonares e outras. Por isto, fica evidente que o GeloMyrtol®, de fato, é capaz de atenuar a inflamação e, em paralelo, reduzir a produção de muco e atuar como expectorante (mucolítico, secreolítico e secretomotor) – em grande parte, pela ação do 1,8-cineol.

Comments
  • Jussara
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    Para problemas no intestino, costumo utilizar o chá de Cáscara Sagrada (Rhamnus purshiana)

    Constipação intestinal eventual;
    Não deve ser utilizado por pessoas com obstrução intestinal, refluxo, inflamação intestinal aguda (doença de Crohn), colite, apendicite ou dor abdominal de origem desconhecida, pacientes com histórico de polipose intestinal. Não utilizar durante a lactação, gravidez e em menores de 12 anos;
    Pode ocorrer desconforto no trato urinário gastrintestinal, principalmente em pacientes com cólon irritado, além de mudança de coloração na urina;
    Decocção: 0,5 g (col café) em 150 ml (xíc chá);
    Utilizar ½ a 1 xíc chá, antes de dormir.

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