Cosméticos Orgânicos e Naturais

extracaooetopo

Na hora de comprar óleos essenciais, exija qualidade!
Compre óleos essenciais da QUINARÍ!

Agricultura Orgânica

Agricultura Orgânica

Tem como princípio a produção de alimentos sem agrotóxicos, sem adubos químicos, com técnicas de manejo que possibilitam a rotação de culturas, a conservação do solo e, preferencialmente, a manutenção de todo o ecossistema.

Cosmético Natural e Orgânico

Cosmético Natural e Orgânico

Um cosmético natural não é, necessariamente, orgânico.
O natural é fabricado com matérias primas da natureza, naturais. O orgânico, mais do que isto, exige que suas matérias primas estejam certificadas na agricultura orgânica, com rastreabilidade inversa e auditadas.

Óleos Essenciais

Óleos Essenciais

De acordo com a 5º edição de 2014 das DIRETRIZES PARA A CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE E BELEZA ORGÂNICOS E NATURAIS E PARA INGREDIENTES ORGÂNICOS E NATURAIS do IBD, os óleos essenciais são classificados como “substâncias naturais”.

Escrito por Wagner Azambuja
img-curso-aromaterapia

Introdução

Não é novidade que o mercado de cosméticos naturais e orgânicos é bastante promissor e segue crescendo ano após ano. Na Europa, por exemplo, ele já movimenta mais de 1 bilhão de euros por ano e nos Estados Unidos as cifras são igualmente gigantescas. No Brasil, este mercado experimenta uma “ainda discreta” ascensão, puxada, em especial, pelo maior interesse das pessoas por produtos isentos de contaminação química e que resultam de processos que asseguram a qualidade nutricional, biológica e do meio ambiente. Vê-se, ainda, uma maior consciência da população acerca da racionalização dos recursos hídricos, das boas práticas sanitárias e da melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas na cadeia de produção. Além disto, o Brasil é muito rico em matérias-primas para este mercado, afinal, estima-se que 22% das espécies vegetais do planeta estejam aqui! Então, por que estes produtos não deslancham de vez em nosso país? Como será detalhado a seguir, a resposta é bem simples: custos. Ou seja, as certificações ainda são caras no Brasil, do homem do campo, que produz a matéria-prima orgânica, ao produto final da indústria, que também deverá ser certificado. Na soma de tudo, o produto final fica sempre mais caro e, por isto, inacessível a maioria da população. E não é só. Muitas empresas, que possuem estrutura e know how para adentrar neste mercado, acabam desistindo de suas investidas por conta dos altos preços destas certificações. Porém, com o estabelecimento de novas regulamentações, e, também, com a entrada de novas certificadoras na jogada, estima-se que o preços deem uma encolhida, barateando todo o processo e consequentemente os produtos.

Naturais e Orgânicos

Por óbvio, existe uma diferença significativa entre os produtos “naturais” e os “orgânicos“. Da mesma forma, há diferenças nas classes de certificação orgânica para a agricultura (que é mais complexa) e a de cosméticos. Basicamente, um produto natural não é, necessariamente, orgânico. Eles são, na maioria das vezes, produzidos de forma convencional e não obedecem as diretrizes de uma certificação orgânica. Já para definir um produto orgânico, há a necessidade de se fazer uma ponte com a agricultura orgânica, que tem como princípio a produção de alimentos sem agrotóxicos, sem adubos químicos, com técnicas de manejo que possibilitam a rotação de culturas, a conservação do solo e, preferencialmente, a manutenção de todo o ecossistema (interferindo o mínimo possível na vida dos animais, insetos, etc.). Então, para um produto cosmético receber a chancela de orgânico, as suas matérias primas devem estar devidamente certificadas na agricultura orgânica, com rastreabilidade inversa e auditadas. Exemplo: um óleo essencial orgânico é aquele que provém de uma cultura orgânica certificada. Mas, todo óleo essencial é, essencialmente, natural. Neste exemplo, ainda, é possível considerar o óleo essencial tanto como um produto final, geralmente destinado ao mercado de aromaterapia, como uma matéria-prima. Afinal, vem crescendo a utilização destes óleos em formulações naturais e orgânicas em virtude de suas diversas propriedades; como o óleo de tomilho, cujo emprego em formulações cosméticas na concentração de 3% (p/p) é capaz de inibir a proliferação de uma série de microrganismos, atuando, então, como conservante.

PS: De acordo com a 5º edição de 2014 das DIRETRIZES PARA A CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE E BELEZA ORGÂNICOS E NATURAIS E PARA INGREDIENTES ORGÂNICOS E NATURAIS do IBD, os óleos essenciais são classificados como “substâncias naturais”.

Certificação Orgânica

Dentre as agências que certificam os cosméticos naturais e orgânicos no Brasil, tem-se o IBD (Instituto Biodinâmico), com sede em Botucatu/SP, e a Ecocert Brasil, com sede em Florianópolis/SC. Estas agências utilizam-se de normas próprias para certificarem um produto, afinal, ainda não existem diretrizes nacionais ou internacionais estabelecidas para estes casos. No IBD, por exemplo, quando a formulação utiliza no mínimo 95% de ingredientes orgânicos, ela está apta a receber o selo IBD Orgânico e o EcoSocial. Já se a formulação contém de 70 a 95%, o produto pode ser certificado como “utilizando ingredientes orgânicos”. Por fim, se tiver menos que 70% de ingredientes orgânicos, pode ter o selo Ingredientes Naturais e ser certificado com o selo “Integra”. Além disto, uma série de outras normas devem sem obedecidas como: a proibição de testes em animais, a proibição do uso de matérias primas obtidas de animais vertebrados que precisam ser sacrificados para se obter tal material (ex: almíscar), bem como a proibição de uma série de ingredientes, tais como essências sintéticas, corantes sintéticos, extratos vegetais obtidos com propilenoglicol, butilenoglicol e etilenoglicol, cocoamidopropil betaína, hidroxietilcelulose, dimeticona e o tão popular lauril éter sulfato de sódio, um surfactante etoxilado empregado nas formulações como “espumante”. Abaixo a listagem completa dos ingredientes proibidos (ref. IBD 5º Edição/2014):

a) Corantes sintéticos: corantes obtidos por síntese química. Assim sendo, não são permitidos em formulações orgânicas e naturais. Além disto, alguns corantes sintéticos podem apresentar potencial mutagênico, causar alergia e urticária.
b) Fragrâncias sintéticas: obtidas pela mistura de notas aromáticas sintéticas, ou notas aromáticas sintéticas associadas a óleos essenciais são, portanto, não permitidas.
c) Polietilenoglicóis (PEGs): obtidos através da polimerização do óxido de propileno e pela copolimerização dos óxidos de propileno e etileno. Sendo assim, PEGs, ou ingredientes derivados deles, não podem absolutamente ser usados em formulações orgânicas e naturais.
d) Quaternários de amônio: obtidos pela alquilação completa da amônia ou outras aminas. Se as aminas não forem naturais, apesar do processo ser permitido, o produto final não será aceito como orgânico ou natural.
e) Silicones: o termo silicone se refere a vários diferentes compostos formados por um núcleo de silício combinado com oxigênio (-Si-O-Si-). São fabricados a partir da areia. Apesar de ser a areia um produto natural, os diferentes tipos de silicones são obtidos a partir da manipulação química deste material, mudando completamente o ingrediente básico. Qualquer tipo de silicone é proibido em produtos orgânicos e naturais.
f) Conservantes: todos os conservantes sintéticos são proibidos em formulações orgânicas e naturais. Para este tipo de formulação devem-se utilizar os conservantes naturais ou de grau alimentício. Os métodos de esterilização através de irradiação são proibidos tanto para ingredientes, quanto para produtos finais.
g) Dietanolamidas: componentes de formulação obtidos a partir da condensação de ácido graxo de coco ou babaçu com uma dietanolamida sintética.

Por conta destas e várias outras restrições, dá-se a impressão que obter um selo de orgânico é uma tarefa penosa e difícil. Porém, ao menos no que se refere às matérias-primas, este não é um bicho de sete cabeças, pois as certificadoras disponibilizam manuais que relacionam todos os ingredientes permitidos, e não são poucos. Dentre os adjuvantes permitidos, estão o ácido benzoico, sorbato de potássio e o ácido cítrico; emolientes: os ácidos graxos e seus condensados de origem agrícola, lanolina e os óleos vegetais; espessantes lipofílicos: o álcool cetílico, álcool cetoestearílico e o álcool estearílico; ativos: o alfa-bisabolol, extratos glicólicos e resinoides; surfactantes: como as lecitinas, lauril glucose, decil glucosídeo e várias outras (várias mesmo) matérias-primas. Ou seja, embora a lista de ingredientes proibidos seja relativamente extensa, a lista de matérias-primas permitidas também é bem grande, possibilitando assim a criação de uma série de formulações e, ainda, adaptações em formulações já existentes para se obter uma certificação. Em resumo: as matérias primas, geralmente, não representam um problema para a certificação, mas sim, o custo. Afinal, como já exposto, obter uma certificação no Brasil ainda é muito caro, e, quase sempre, é o motivo pelo qual as empresas desistem de investir neste mercado. Todavia, com o estabelecimento de novas regulamentações, e, também, com a entrada de novas certificadoras no mercado, estima-se que os preços destes selos diminuam, possibilitando uma maior adesão das indústrias e então o barateamento dos produtos (pela concorrência).

Assim esperamos!
A natureza agradece!

Deixe um comentário

error: Content is protected !!