Óleo de Cumaru

Escrito por Wagner Azambuja

 

Cumaru

 

O cumaru (Dipteryx odorata) é uma árvore neotropical de grande porte, que chega a atingir 30 metros de altura, podendo alcançar a posição de dossel superior ou emergente. É encontrada em toda a Região Amazônica, e seu valor comercial se dá pela utilização de sua madeira e sementes. De crescimento rápido, pode ser plantada tanto no sol aberto como na meia sombra, a qual destaca-se como uma excelente árvore para reflorestamento devido à rápida germinação e frutificação, que ocorre em 4 anos. Popularmente, o extrato aquoso do cumaru é empregado como tônico e antiespasmódico, além de ser utilizado para o tratamento de sinusites, pneumonia, cefaleia, reumatismo e ulcerações bucais.

 

Trinta a quarenta porcento (peso seco) da semente de cumaru é composta de um óleo amarelo claro, sendo que algumas referências o descrevem como incolor, perfumado que oxida facilmente em contato com o ar.

 

A cumarina, de forma isolada, vem sendo utilizada pelos mais diversos ramos da indústria, com especial destaque para a fabricação de fragrâncias, perfumes e medicamentos – dada suas propriedades antibióticas, anti-inflamatórias, bronco dilatadoras, fungicidas e anticoagulantes.

Óleo de Cumaru

 

O fruto do cumaru é composto de 80% de casca lenhosa e 20% de amêndoa, o qual contém até 43% de um óleo de coloração amarelada e muito aromático, cujo odor deve-se ao alto teor de cumarina (1,2-benzopirona), uma lactona do ácido o-hidroxi-cinâmico que forma cristais após o tratamento das sementes com álcool. A cumarina, de forma isolada, vem sendo utilizada pelos mais diversos ramos da indústria, com especial destaque para a fabricação de fragrâncias, perfumes e medicamentos – dada suas propriedades antibióticas, anti-inflamatórias, bronco dilatadoras, fungicidas e anticoagulantes. Dela, há vários subprodutos e derivados, a exemplo da varfarina, um anticoagulante utilizado na profilaxia e tratamento de trombose venosa e embolia pulmonar.

Cumarina

O óleo de cumaru (tonka bean oil), além da cumarina, ainda contêm isoflavonas, lupeol, bem como vários derivados de ésteres de ácidos graxos. Na indústria, são necessários cerca de 12 Kg de sementes para se obter 1 L de óleo e seu cheiro lembra baunilha – embora de sabor amargo. Aliás, sua comercialização como alimento ou suplemento alimentar tem restrições, haja visto sua propriedade anticoagulante. Trata-se de um óleo, então, voltado à indústria farmacêutica, bem como de fragrâncias e perfumes, sendo encontrado – por exemplo, no BABY DOLL (1999), de Yves Saint Laurent, ANGE OU DÉMON (2006), de Givenchy, AURIEN (2011), de Eudora e muitos outros. Em dermocosméticos, sua concentração varia de 1 a 5%, sendo utilizado em formulações para retirar manchas escuras da pele e mãos, estimular a circulação sanguínea e prevenir varizes.

Mais informações:

Bioativos: cumarina;
Matéria insaponificável: < 5,0;
Índice de saponificação: 190 – 220;
Índice de iodo: 55 – 70;
Composição de ácidos graxos: palmítico (5 – 7), esteárico (3 – 5), oleico (45 – 50), linoleico (19 – 24), linolênico (< 5), araquidico (< 6), behenico (< 4), lignocerico (< 4);
Proporção saturado/insaturado: 20/80;
Época da colheita: Dezembro a Maio.

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