Tujona

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Nome

Nome

Tujona | Thujone

Fórmula Molecular

Fórmula Molecular

C10H16O

Número ou Registro CAS

Número ou Registro CAS

546-80-5

Características

Características

Líquido incolor com odor de menta.

Fontes Naturais e Aplicações

Fontes Naturais e Aplicações

● Óleos essenciais de absinto, menta, orégano, sálvia e outros.
● Bebidas e alimentos (aromatizante).

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Tujona

A tujona, de fórmula molecular C10H16O, é uma cetona monoterpênica que pode ser encontrada em árvores do gênero Thuja (de onde deriva o seu nome), em plantas do gênero Artemisia (como na Artemisia absinthium, popular absinto), na sálvia comum, menta, orégano e várias outras plantas. Insolúvel em água, trata-se de um composto quiral cujos isômeros alfa e beta tujona geralmente aparecem na natureza na proporção de 33% (alfa) para 67% (beta). Cheira a mentol, apresenta ponto de ebulição em 201 °C e vem sendo utilizada pelos mais diversos ramos da indústria, especialmente a de bebidas. Em excesso (ingestão), torna-se uma substância tóxica, capaz de trazer problemas ao ser humano. Em uma experiência feita com ratos, por exemplo, a tujona vitimou 100% das amostras a 60 mg/kg.

“Diz-se que Van Gogh, considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin, outro pintor.”

Aplicações

De acordo com algumas pesquisas, a tujona é capaz de estimular a produção de citoquinas e anticorpos, bem como ativar macrófagos, linfócitos T “helper” (CD4) e Natural Killers (NK) (todas estas, células de defesa do corpo). Os linfócitos T do tipo CD4 por exemplo, que ficam baixos em pessoas com AIDS, agem localizando células infectadas por vírus, produzindo sinalizadores que estimulam outros linfócitos a destruírem estes agentes virais. São a primeira linha de defesa do corpo contra muitos tipos de infecções, além de possuírem alguma atividade antitumoral. Ou seja, a tujona induz os linfócitos T a liberarem mais destes sinalizadores. Um deles é a interleucina 2 (IL-2 – fator de crescimento de linfócitos T), que faz a medula óssea fabricar mais linfócitos T e “Natural Killers (NK)”, e torna-os “matadores” de micróbios e tumores. A IL-2 também age sobre os linfócitos B como estímulo para formação de anticorpos. Os NK são essenciais em vários aspectos da imunidade, pois a sua disfunção ou deficiência pode levar ao desenvolvimento de doenças autoimunes (como lúpus, diabetes e ateroesclerose) e câncer. Além de estimular a IL-2 e contribuir na regulagem desta exaustão imunológica óssea, que pode ter correlação com o surgimento de doenças como a AIDS e o câncer, a tujona também induz a liberação de interferon-gama (IFN-γ), que é uma proteína naturalmente produzida em nosso corpo com a função de atuar como um mensageiro para os linfócitos na luta contra os vírus invasores. O IFN-γ “acorda” as células-tronco do sangue em nosso corpo para produzirem células do sistema imunológico que combatem invasores. Em tempos de paz, a maioria das chamadas células estaminais permanece dormentes, e apenas algumas ficam de plantão para manter o equilíbrio no sangue. A pesquisa de Baldrige, mostrou que o interferon-gama (IFN-γ) não só ativa as células tronco durante a infecção, como regula as células tronco em situações “normais”, permitindo ao organismo manter a proporção certa de diferentes células do sangue. A infecção bacteriana detectada pelo sistema imunológico de vigília estimula o aumento da liberação de IFN-γ. Este então parte pela corrente sanguínea para ativar as células tronco hematopoéticas na medula óssea, levando à expansão e mobilização do estoque de células progenitoras imunológicas (as células que produzem finalmente as células do sistema imunológico).

Tujona Tuiona

Como a tujona induz a liberação de IFN-γ, ela pode contribuir em massagens e inalações a fim de aumentar a imunidade latente e, também, na redução do quadro evolutivo da “Ataxia de Friedreich” e da “Distrofia muscular de Duchenne“. A frataxina é uma proteína localizada na membrana mitocondrial interna e relacionada com o metabolismo do ferro. Em pacientes com “Ataxia de Friedreich (AF)”, a frataxina é parcialmente ou totalmente inativada, presumivelmente por um excesso do radical livre superóxido. Estudos científicos demonstraram que os níveis de frataxina podem ser suprarregulados pelo interferon-gama (IFN-γ) em diversos tipos de células, aumentando a presença da frataxina em neurônios DRG, impedindo-os de alterações patológicas e corrigindo a função sensório-motora de pacientes com AF. Igualmente, na “Distrofia muscular de Duchenne” (miopatia inflamatória recessiva ligada ao cromossomo X, que é a forma mais comum e devastadora de distrofia ainda sem tratamento eficaz), o IFN-γ se destaca por apresentar um papel importante para a regeneração do músculo por ativar mioblastos para a fusão com fibras musculares danificadas e inibir o desenvolvimento da fibrose. Isto significa que, em níveis seguros, a tujona é capaz de ajudar no tratamento de pessoas com “Ataxia de Friedreich” e da “Distrofia muscular de Duchenne”. Por fim, algumas considerações a respeito do “absinto”, uma bebida destilada com alto teor alcoólico produzida a partir dos extratos da Artemisia absinthium; que naturalmente contém tujona na sua composição. Ainda proibido em alguns países, o absinto se tornou mundialmente conhecido em virtude de seu suposto efeito alucinógeno – causado, segundo alguns “entendidos”, pela mistura tujona + álcool. No entanto, a verdade é que ele não produz qualquer alucinação e a quantidade de tujona contida em cada garrafa (naquelas de boa procedência, é claro) não é suficiente para causar qualquer ação psicodélica no ser humano. Ou seja, os efeitos do absinto no organismo são iguais àqueles de qualquer outra bebida alcoólica. O diferencial, no entanto, está na concentração de álcool – que pode chegar a 75% contra 40% do uísque, por exemplo.

A quantidade de tujona contida nas bebidas tipo “Absinto” não é suficiente para fazer mal ao ser humano.

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