Óleos Essenciais na Gestação

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Óleos Essenciais na Gestação

Óleos Essenciais na Gestação

Tem como objetivo atenuar os efeitos colaterais da gravidez. No entanto, trata-se de uma prática que requer bastante cuidado, pois há óleos totalmente contraindicados para este período.

Recomendação Geral

Recomendação Geral

Em geral, caso não haja restrição médica, recomenda-se a utilização dos óleos essenciais apenas a partir do quinto/sexto mês de gestação.

Na Gestação

Na Gestação

● Óleos essenciais seguros: bergamota, gerânio, laranja, grapefruit e outros.
● Óleos essenciais de médio risco: lavanda, rosa, camomila alemã e outros.
● Óleos essenciais de alto risco: cânfora, alecrim QT1, lavanda espanhola, absinto branco, sálvia espanhola, poejo, bétula doce, anis, arnica, artemísia, cipreste, erva doce, cedro, hissopo, hortelã pimenta, jasmim, manjericão, manjerona, mirra, orégano, tomilho, junípero e outros.

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Gestação

Durante a gestação, toda mulher vivencia sensações, sentimentos e alterações físicas bastante significativas e particulares deste momento tão especial. Por esta razão, algumas medidas devem ser tomadas pela futura mamãe para que ela possa enfrentar esta fase com bastante tranqüilidade. Estar consciente de todas as mudanças, tanto físicas quanto psicológicas, bem como procurar um bom acompanhamento médico é, sem dúvida, o melhor a ser feito. Afinal, as câimbras, as cólicas, os inchaços, os enjôos, a ansiedade, a insônia e outros problemas certamente aparecerão e, como uma boa guerreira, ela precisa estar bem preparada.

“Dica: à medida que a barriga cresce, o ponto de equilíbrio da mulher também se modifica. Recomenda-se dar preferência aos sapatos confortáveis, sem salto e com base larga, evitando a chance de quedas. Além de não prejudicarem a coluna, são confortáveis para os pés, que tendem a inchar ao longo do dia.”

Óleos Essenciais na Gestação

O uso de óleos essenciais na gestação tem como objetivo atenuar os efeitos colaterais da gravidez. No entanto, trata-se de uma prática que requer bastante cuidado, pois há óleos totalmente contraindicados para este período – que podem desde alterar a pressão sanguínea até intoxicar o feto ou provocar abortos. Inclusive, os óleos que induzem à menstruação são conhecidos por “emenagogos” e o seu uso deve ser sempre supervisionado por um profissional. Ou seja, o emprego dos óleos essenciais (aromaterapia) na gestação é um assunto sério que exige conhecimento e muita atenção. Por esta razão, antes de continuar, é muito importante a leitura do artigo “Como usar os óleos essenciais?“, disponível aqui. Fato é que durante a gravidez, o feto recebe oxigênio e nutrientes da mãe por meio da placenta e do cordão umbilical. Como a placenta, em geral, recebe com certa facilidade qualquer molécula não ionizada, não carregada, com alta solubilidade lipídica e um peso molecular menor que 1000, é fácil entender porque vários destes constituintes (a exemplo da cânfora, presente no óleo de alecrim) conseguem atingi-la, portanto, chegando ao feto. Aliás, Neubert (1987) em “Principles and problems in assessing prenatal toxicity”, já havia demonstrado que a fetotoxicidade de um óleo essencial depende da capacidade dos constituintes presentes no óleo em vencer a barreira placentária. Por isto, a maioria dos autores não recomenda o uso dos óleos essenciais até o quinto mês de gestação. Até lá, aconselham apenas algumas sessões de massagens com um bom óleo vegetal de amêndoas e/ou gérmen de trigo. Neste caso, os óleos vegetais são ricos em emolientes, substâncias que protegem a pele da perda excessiva de umidade, e ácidos graxos saturados e insaturados que ajudam a combater as estrias e proporcionam relaxamento. Inclusive, até a automassagem é perfeitamente aceitável e a futura mamãe pode cuidar sozinha dos seios, barriga, pernas e pés.

Óleos Essenciais Seguros

A partir do quinto/sexto mês, caso não haja restrição médica, já é possível introduzir os óleos essenciais em alguns momentos. Há, para isto, uma grande variedade de óleos 100 % seguros cujo emprego não representa qualquer risco para a mamãe e para o bebê, como bergamota, laranja, gerânio, grapefruit e outros. Diferentes entre si, cada um deles possui um conjunto de propriedades que pode contribuir de maneira bastante significativa para os últimos meses de gestação, tornando-a ainda mais harmoniosa, tranquila e saudável. Alguns exemplos: durante a gravidez, é possível que os quadros de celulite fiquem mais evidentes em virtude da retenção de líquidos, do acúmulo de tecido gorduroso e pela tendência da mulher a se exercitar menos neste período. Então, para atenuar esses efeitos, a futura mamãe pode se beneficiar das propriedades lipolíticas do óleo essencial de grapefruit, o qual age como um inibidor da enzima fosfodiesterase, tal como a cafeína, conforme cita Dallas (2008) em “Lipolytic effect of a polyphenolic citrus dry extract of red orange, grapefruit, orange (SINETROL) in human body fat adipocytes. Mechanism of action by inhibition of cAMP-phosphodiesterase (PDE)”. Tecnicamente, ao inibir a fosfodiesterase, este óleo aumenta a atividade da AMPK, que é a Proteína Quinase Ativada por AMP – trazendo mais glicose para as células (para a produção de ATP) e elevando, ao mesmo tempo, a meia vida do AMPc intracelular. Resultado: lipólise. Ou seja, o óleo de grapefruit, de fato, estimula a quebra das células de gordura, o que pode ser útil não só contra as celulites, mas também contra várias outras condições. Já para as dores nas costas, especialmente da região lombar, costuma-se utilizar os óleos essenciais de gerânio ou laranja – que, além de serem deliciosos relaxantes, são especialmente eficazes contra as dores e inflamações musculares e fragilidade óssea. Isto é muito interessante, afinal, cerca de 60% das mulheres sentem dores nas costas em algum momento da gravidez em consequência da mudança do centro de gravidade do corpo. Porém, o óleo essencial de laranja é fototóxico e por esta razão, após o seu uso, deve-se evitar a exposição ao sol sob o risco de manchar a pele. Formulações:

● 15 ml de óleo vegetal de semente de uva;
● 2 gota de óleo essencial de grapefruit;
● Misturar o óleo vegetal com o óleo essencial;
● Armazenar em um vidro âmbar de 10 ml e massagear conforme orientação profissional.

● 15 ml de óleo vegetal de semente de uva;
● 3 gotas de óleo essencial de gerânio ou laranja;
● Misturar o óleo vegetal com o óleo essencial;
● Armazenar em um vidro âmbar de 10 ml e massagear conforme orientação profissional.

PS: o óleo essencial de gerânio, inclusive, estimula o sistema linfático e ajuda a evitar a retenção de líquidos e o inchaço dos tornozelos.

Óleo Essencial de Gerânio Aromaterapia Óleo Essencial de Capim Limão Aromaterapia Óleo Essencial de Grapefruit Aromaterapia Óleo Essencial de Bergamota Aromaterapia

Óleos Essenciais Perigosos

No extremo oposto, tem-se os óleos considerados tóxicos para o feto e que não devem ser utilizados pela futura mamãe até o fim da gestação. Afinal, conforme já exposto, alguns constituintes presentes nestes óleos conseguem atravessar a barreira placentária com certa facilidade em virtude de suas características físico-químicas ideais; de moléculas não ionizadas, não carregadas, de alta solubilidade lipídica e peso molecular menor que 1000. Obviamente, de acordo com o constituinte que chega ao feto, ele pode causar danos, uma vez que o bebê não tem condições de metabolização devido à imaturidade funcional de seu fígado. A cânfora, por exemplo, é um destes componentes. Ela, depois que atravessa a placenta, passa para o tecido fetal do pulmão, fígado, cérebro e rim – podendo afetar negativamente estes órgãos. Inclusive, em overdose, ela é capaz de destruir a estabilidade da placenta, causando hemorragia. Por esta razão todos os óleos canforados, como o próprio óleo essencial de cânfora, alecrim QT1 (+/- 20% de cânfora), lavanda espanhola (+/- 30% de cânfora), absinto branco (+/- 42% de cânfora) e vários outros, não devem ser utilizados. O mesmo se repete para os óleos de sálvia espanhola, savin e salsa, que são considerados fetotóxicos, embriotóxicos e teratogênicos (causam má formação) por apresentarem acetato de sabinila e/ou apiol em suas composições. Outro óleo essencial que não deve ser utilizado neste período é o de poejo, afinal, na sua composição, são encontrados dois constituintes hepatotóxicos, o (6R)-(+)-mentofurano e a (1R)-(+)-B-pulegona. Estes dois constituintes, quando ingeridos em excesso, intoxicam o fígado de tal forma que a gestação não consegue ser mantida; levando, então, ao aborto. Ou seja, conforme Tisserand & Young (2014), em “Essential Oil Safety”, os constituintes presentes no óleo de poejo não são “abortivos diretos” – eles, sim, prejudicam o bom funcionamento do fígado e isto pode levar ao aborto.

Óleos ricos em salicilato de metila, como o de bétula doce (>90% deste salicilato) também não devem ser utilizados; pois o salicilato de metila é considerado teratogênico. Um estudo publicado por Kavlock e colaboradores (1982), intitulado “An analysis of fetotoxicity using biochemical endpoints of organ differentiation”, demonstrou que o salicilato de metila, quando empregado num intervalo de concentração de 200-1750 mg/Kg em ratos, é capaz de causar efeitos adversos no desenvolvimento do cérebro, fígado, pulmão e rim, bem como anomalias esqueléticas nestes animais. Por fim, óleos essenciais contendo citral (neral + geranial), como o de capim limão (+/- 75% de citral), murta limão (+/- 80% de citral) e litsea cubeba (+/- 70% de citral) também dever ser evitados, principalmente durante as primeiras semanas do desenvolvimento fetal. Isto porque, conforme Le Bouffant (2010) em “Meiosis initiation in the human ovary requires intrinsic retinoic acid synthesis”, o citral é capaz de inibir a síntese de ácido retinóico endógeno, tão importante durante os primeiros dias após a fertilização do óvulo. E a lista de óleos classificados como “de risco” não para por aí. Então, para resumir, vale seguir as orientações de Patricia Davis, uma das fundadoras da Federação Internacional de Aromaterapeutas, que faz restrição ao uso dos seguintes óleos essenciais durante a gravidez (além dos citados acima): anis, arnica, artemísia, cedro, cipreste, erva doce, sálvia esclaréia, hissopo, hortelã pimenta, jasmim, manjericão, manjerona, mirra, oréganotomilho e zimbro. PS: para encerrar este tópico, dos óleos essenciais considerados perigosos durante a gestação, faz-se necessário um “esclarecimento” acerca do óleo essencial de arruda, o qual é, injustamente, classificado como abortivo. Sua fama de emenagogo se deve, em especial, a planta – que, na América do Sul, é utilizada pelos índios para estimular a menstruação. Todavia, conforme cita Ciganda & Laborde (2003) em “Herbal infusions used for induced abortion”, o óleo essencial de arruda – ao contrário da planta – não contém pilocarpina, um alcaloide com características abortivas que é, possivelmente, o maior responsável por este efeito. Assim sendo, o óleo essencial de arruda, quando administrado corretamente, não é emenagogo.

Cânfora

Óleos essenciais canforados, como o próprio óleo essencial de cânfora, alecrim QT1 (+/- 20% de cânfora), lavanda espanhola (+/- 30% de cânfora), absinto branco (+/- 42% de cânfora) e vários outros, não devem ser utilizados durante a gestação. Afinal, a cânfora atravessa a barreira placentaria com relativa facilidade, a qual passa para o tecido fetal do pulmão, fígado, cérebro e rim – podendo afetar negativamente estes órgãos. Inclusive, em overdose, ela é capaz de destruir a estabilidade da placenta, causando hemorragia.

Óleos Essenciais de Médio Risco

Entre os óleos “seguros” e “perigosos” para a gestante, tem-se os de “médio risco” cuja forma de utilização (basicamente) é o que determina a segurança ou não do procedimento. Por exemplo: o óleo essencial de lavanda é classificado como emenagogo, pois, de acordo com a ISO 3515/1987, ele admite até 0,5% de cânfora na sua composição. Todavia, a partir do quinto/sexto mês de gestação, é possível utilizá-lo via inalação – pingando algumas gotinhas em um difusor elétrico de aromas – afinal, quando inalado, este óleo exerce no sistema nervoso central (SNC) um delicioso efeito calmante e sedativo; o qual é muito bem-vindo para qualquer gestante nesta fase. Inclusive, seu mecanismo de ação é semelhante à pregabalina, que reduz o influxo de cálcio nos terminais pré-sinápticos em neurônios hiperexcitados do hipocampo, reduzindo, dessa forma, a liberação de neurotransmissores excitatórios – como o glutamato. Como resultado, tem-se o efeito sedativo, explorado inclusive para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Outro óleo essencial classificado como emenagogo cujo emprego, via inalação a partir do quinto/sexto mês, é perfeitamente possível para gestantes é o de rosa (Rosa x centifolia L.) – que contêm álcool 2-fenil etílico e até 0,8% de metileugenol na sua composição, em especial os que provém da França e do Marrocos. O álcool 2-fenil etílico, de acordo com Adams (2005) em “The FEMA GRAS assessment of phenethyl alcohol, aldehyde, acid, and related acetals and esters used as flavor ingredients”, pode causar problemas de calcificação no feto em altas doses, e, o metileugenol, quando em excesso, pode causar problemas hepáticos com hiperplasia do ducto biliar no fígado da mãe – levando ao aborto, conforme Abdo (2001) em “Food Chem Toxicol”. Porém, conforme citado, isto só ocorre quando da ingestão destes constituintes em altas concentrações. O próprio metileugenol, presente neste óleo na razão de apenas (e até) 0,8%, é aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), a “ANVISA” Norte Americana, como aditivo alimentar. Ou seja, via inalação, o óleo essencial de rosa só traz benefícios a gestante de último trimestre, pois, conforme Safieh e colaboradores (2017), em “Therapeutic efficacy of rose oil: A comprehensive review of clinical evidence “, ele não só aumenta a concentração de dopamina na fenda sináptica, como também inibe a síntese de óxido nítrico; um radical livre que, em excesso, pode trazer problemas ao organismo. Por fim, além destes, lavanda e rosa, outros óleos “emenagogos” podem ser empregados a partir do quinto/sexto mês de gestação, tal como o de camomila. Mas isto, obviamente, exige o acompanhamento de um profissional habilitado e qualificado, a exemplo dos aromaterapeutas, farmacêuticos e médicos.

Via inalação, o óleo essencial de rosa só traz benefícios a gestante de último trimestre, pois, conforme Safieh e colaboradores (2017), em “Therapeutic efficacy of rose oil: A comprehensive review of clinical evidence “, ele não só aumenta a concentração de dopamina na fenda sináptica, como também inibe a síntese de óxido nítrico; um radical livre que, em excesso, pode trazer problemas ao organismo.

Showing 10 comments
  • maria aparecida angeletti
    Responder

    bom artigo. Ficou a dúvida. O óleo a que se refere para massagem nas costas é da laranja doce ou da azeda?

    • Kézia
      Responder

      Gostaria saber se só o óleo essêncial de alecrim puro , aprenseta alta risco para gestante de 6°mês ?

      • Fernando
        Responder

        Olá! O óleo essencial de Alecrim traz riscos para a gestante e bebê durante toda a gestação, e outra dica, mesmo em não gestantes, nunca utilizar o óleo essencial puro. Sempre utilizar misturado de acordo com as proporções corretas, seja em massagem, em difusor, etc…

  • Yolanda
    Responder

    Encantada… Vocês estão de Parabéns!! tenho visitado o Site, e estou fascinada.Sempre gostei de Aromas,e meu Estado é Rico em Matérias prima,mas que ainda estão sendo estudadas.”trabalho”em uma Região Rica em Biodiversidade, Muitas frutas exóticas, e plantas medicinais.
    Tenho me interessado pela área.

  • Cristine Ane
    Responder

    Usei o óleo diretamente nos braços e pernas por duas vezes. Se eu tiver grávida essa quantidade pode afetar ou bebê ou causar aborto?

    • Fernando
      Responder

      Nunca utilize óleo essencial puro, principalmente em gestante. Pode e vai afetar o bebê, pois o óleo é absorvido pela corpo entra na corrente sanguínea que está diretamente ligada ao bebê. Dependendo do óleo utilizado, há o risco sim de acontecer um aborto.

  • Ana
    Responder

    O óleo de tea tree é permitido ou não na gestação? E se for permitido qual a melhor forma de uso e benefícios?

  • lucasdantas
    Responder

    Não consegui encontra imagens da Erva-cidreira. Moro em Pernambuco e sei que aqui a Erva-cidreira que nós chamamos é diferente da erva-cidreira do sul. Poderiam mandar uma imagem?

    • Monica Benke
      Responder

      LUCASDANTAS, procure por lemongrass, você encontrará vários resultados.

  • SILVIA LETICIA DE LIMA LACERDA
    Responder

    E a questão do óleo de ricino ele é abortivo e qual o seu risco na gravidez pq o uso dele tem aumentado de um certo tempo para ca nos cuidados com o cabelo?

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