Óleo Essencial de Sassafrás

Óleo Essencial de Sassafrás

Por conta do safrol, existe um rígido controle sobre a
comercialização do óleo de sassafrás no Brasil.
Requerem a autorização da Polícia Federal:
ISOSAFROL NCM 2932.91.00
ÓLEO DE SASSAFRÁS NCM 3301.29.90
SAFROL NCM 2932.94.00

Nome

Nome

Óleo Essencial de Sassafrás / Sassafras Essential Oil

Nome Científico

Nome Científico

Ocotea pretiosa Mez

Componente de Destaque

Componente de Destaque

Safrol (safrole)

Descrição

Descrição

Líquido amarelado de odor amadeirado.

Principais Aplicações

Principais Aplicações

Fabricação de heliotropina (fixador de fragrâncias) e butóxido de piperonila (agente sinergístico nos inseticidas e pesticidas naturais à base de Piretrum).

Escrito por Wagner Azambuja
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Canela de Sassafrás

A Canela-de-sassafrás (Ocotea pretiosa Mez) é uma árvore aromática perenifólia nativa do Rio Grande do Sul até a Bahia na mata Atlântica e dos campos de altitude no Sudeste e Planalto Meridional (mata de pinhais). Também chamada de canela cheirosa, ela pode atingir até 20 m de altura, apresenta copa globosa e densa (com aspecto de guarda-chuva) e tronco tortuoso e canelado de 40-70 cm de diâmetro. Suas folhas são brilhantes, coriáceas, de 7-14 cm de comprimento e inflorescências paniculadas terminais, formadas por flores pequenas, hermafroditas e perfumadas de coloração branco-amareladas. Já os frutos, por fim, são drupas elípticas lisas, de cerca de 2,5 cm de comprimento, com uma fina polpa carnosa envolvida até quase o meio pelo receptáculo carnoso, contendo uma única semente de igual formato.

“Entre as décadas de 40 e 70 o Brasil foi o maior produtor e exportador de óleo de sassafrás do mundo.”

História do Óleo de Sassafrás

A primeira extração brasileira do óleo essencial de sassafrás ocorreu em 1938 em caráter experimental no estado de Santa Catarina (Vale do Itajaí) possivelmente pelo do Sr. Otto Grimm (1886-1966), na localidade de Ribeirão do Tigre, então no município de Rio do Sul e hoje município de Agrolândia, emancipado em 1962. Naquela época, a indústria de química fina praticamente inexistia no Brasil e, com isto, este óleo logo ganhou o mercado externo. Por intermédio de um negociador no Rio de Janeiro, os primeiros lotes foram exportados para os Estados Unidos, que inicialmente utilizavam o safrol como precursor para outros químicos aromáticos. A demanda, então, começou a aumentar e várias fábricas foram surgindo na região, cuja produção concentrava-se basicamente no alto (Rio do Sul, Taió) e no médio (Ibirama, Presidente Getúlio) vale do Itajaí. Em 1942, a produção foi de 40 toneladas, mas, em 1970 registrou-se a assustadora marca de 2500 toneladas produzidas. Inclusive, de acordo com o livro sobre o Centenário de Blumenau, o “boom” do óleo de sassafrás foi tão intenso que em poucos anos havia cerca de 200 fábricas no vale, sendo a fábrica do Sr. Otto Grimm, a Grimm e Cia. Ltda, uma das líderes em produção. Todavia, esta riqueza teve vida curta, pois em 1975 os “destiladores de óleo de sassafrás”, como eram conhecidos, passaram a sentir os primeiros reflexos da exploração descontrolada da madeira, o que fatalmente impactou na produção, e, consequentemente, na exportação. Ou seja, por conta do corte desenfreado, o acesso a madeira tornou-se mais difícil – o que exigia dos madeireiros um avanço maior na floresta. Tal fato aumentou substancialmente os custos de produção e muitas fábricas, que não estavam preparadas para este novo cenário, encerraram suas atividades. Concomitantemente, com o objetivo de preservar a espécie, foi criada a RESERVA BIOLÓGICA ESTADUAL DO SASSAFRÁS, o que intensificou a fiscalização e restringiu ainda mais o acesso. O impacto foi tão grande que, em 1990, o Conselho Regional de Química da XIII Região registrava apenas um produtor de óleo de sassafrás, o qual também não suportou as novas exigências e fechou a fábrica. Era o triste fim daquela riqueza!

● entre os anos de 1990 a 1995 o Japão respondeu por 95% das exportações brasileiras do óleo essencial de sassafrás.
● com o objetivo de preservar a árvore do sassafrás, foi criada, através do Decreto 2221 de 4 de fevereiro de 1977, a RESERVA BIOLÓGICA ESTADUAL DO SASSAFRÁS nos municípios de Doutor Pedrinho e Benedito Novo em Santa Catarina. Dividida em duas áreas separadas, Gleba Maior e Menor, esta reserva perfaz um total de aproximadamente 5229 ha e abriga vários exemplares desta árvore. Já no ano de 1994, foi anexa a REBES pelo Decreto Estadual 4847 uma área de cerca de 8 ha, a qual foi doada a FATMA por Escritura Pública de Doação devidamente registrada em cartório.
● vários autores mencionam a existência de um decreto proibindo o corte de exemplares de Ocotea odorifera, o Decreto num 1.557, publicado no Diário Oficial da União em 25 de setembro de 1991. Entretanto, embora tenham sido feitas várias consultas, inclusive nas bases de legislação do Senado Federal, não foi possível encontrar tal decreto.
● em 2006 um projeto conjunto foi implantado pela Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) a fim de recuperar as reservas de sassafrás com vistas a um futuro aproveitamento econômico como fonte de safrol.
● hoje, os grandes produtores de safrol são China e Vietnã que usam os mesmos métodos destrutivos que eram empregados no Brasil.

Deve-se a ao botânico alemão Carl Christian Mez (1866-1944) a caracterização definitiva, em 1889, da espécie Ocotea pretiosa Mez, da qual se extrai o “óleo essencial de sassafrás brasileiro”. Mez descreve também a Ocotea cymbarum amazônica.

Histórico documentário feito pelo Sr José Azambuja sobre a decadência das indústrias de óleo de sassafrás no Brasil.
Filmado pelo próprio Sr José, durante uma de suas diversas visitas às destilarias de Santa Catarina na década de 80, este pequeno trecho editado ilustra em detalhes o triste cenário vivido pelos antigos produtores, que, anos mais tarde, abandonaram a atividade. Clássico, o vídeo original, gravado em VHS, tem mais de 2 horas de duração e está, segundo Sr José, sob o seu mais carinhoso cuidado.

Abaixo fotos que pertencem ao acervo pessoal de José Azambuja, da QUINARÍ, de algumas destilarias de sassafrás da década de 80.

Dentre as antigas destilarias estão:

GADENS, em Campo Largo/PR – CASSAVA, Rio do Sul/SC – BERRI, Timbó/SC – SUBIDA, Apiúna/SC – LUBERTINA, Apiúna/SC – MARCHETTI, Timbó/SC – REALFRÁS, Campina Grande/PR – VALIMA, Apiúna/SC – FERNANDES, Itaiópolis/SC – SOTER, Papanduva/SC e SAFROBRAS, Canoinhas/SC.

Óleo Essencial de Sassafrás

De acordo com o trabalho “Os Óleos Essenciais do Brasil“, publicado em 1971 pelo economista Helson C. Braga, antigamente havia a distinção entre três variedades de sassafrás que se diferenciavam pela cor da madeira e pelo conteúdo de óleo: a preta (1,5% de óleo), a parda (1,2%) e a amarela (0,9%). De qualquer maneira, o óleo de sassafrás é um líquido amarelado ou amarelo-avermelhado que se torna escuro e espesso com o tempo. Quando mal conservado, em contato com o ar e a luz, oxida-se e se torna ainda mais espesso e viscoso. Porém, a sua densidade nunca se altera, mesmo em altas variações de temperatura, razão pela qual este óleo já foi utilizado como um componente na fabricação de combustível para espaçonaves. Apresenta cheiro forte e agradável, bem como sabor acre e aromático que lembra a sua origem, e o seu principal constituinte é o safrol, que representa até 95% da sua composição, além de outros elementos, como alfa-pineno, eugenol, cineol, furfural, benzaldeído, n-valeraldeído e outros. É reconhecido como anti-séptico e anti-reumático e apresenta diversas aplicações industriais. Inicialmente, nos Estados Unidos, foi utilizado como precursor de outros químicos aromáticos, como eugenol e vanilina, e também como aromatizante de bebidas tipo “root beer”. Tempo depois, já na Europa e no Japão, passou a ser empregado como matéria-prima para a fabricação de inseticidas e pesticidas bem como de fixador de fragrâncias para o mercado de perfumaria fina.

Óleo Essencial de Sassafrás

Nota: somente as árvores de Canela-de-sassafrás de Santa Catarina e região apresentam um óleo rico em safrol. Outros exemplares, como as árvores encontradas em Minas Gerais, fornecem um outro óleo, rico em metileugenol. Outra diferença para o óleo catarinense está na fragrância, afinal, o óleo de Minas apresenta o 1-nitro-2-feniletano em sua composição, elemento que dá a este óleo um aroma associado à canela. Aliás, este foi o primeiro relato de uma substância nitrada presente em um óleo essencial, embora os nitroderivados sintéticos já fossem empregados em perfumaria desde fins do século XIX.

Safrol

Como já exposto, o principal componente do óleo de sassafrás é o safrol, um fenil éter volátil que, em temperatura ambiente, mostra-se como um líquido viscoso composto por um anel aromático substituído por um padrão catecólico na forma de um grupo acetal, chamado de metilenodioxibenzeno, e uma ligação dupla não conjugada ao anel aromático, numa cadeia de três carbonos. Obtido por meio de uma destilação fracionada do óleo bruto citado, trata-se de um químico aromático de grande importância para a indústria, o qual é utilizado, principalmente, como matéria prima para a fabricação de heliotropina (fixador de fragrâncias que também produz um sabor aveludado de baunilha, com tonalidades florais) e butóxido de piperonila (agente sinergístico nos inseticidas e pesticidas naturais à base de Piretrum). A heliotropina, neste caso, é obtida por meio da isomerização do respectivo derivado propenílico, o iso-safrol, por aquecimento com potassa alcoólica, que por fim é oxidado. Deste processo, resulta – por destruição parcial da cadeia lateral, o aldeído 3,4-metilenodioxi-benzaldeído ou piperonal, mais conhecido por heliotropina ou heliotropine, que está presente em perfumes como LOVE, CHLOÉ (de 2010), por Chloé, PURE WHITE LINEN (de 2006), de Estée Lauder e muitos outros. Além disto, o safrol pode servir como precursor para a síntese de alguns ativos para a indústria farmacêutica, conforme demonstram vários artigos, em especial os resultados obtidos pela Faculdade de Farmácia da UFRJ – os quais foram compilados no belíssimo trabalho intitulado “The utilization of the safrole, principal chemical constituent of sassafras oil, in the synthesis of compounds actives in the arachidonic acid cascade: antiinflammatory, analgesic and antithrombotic”. Neste estudo, demonstrou-se, por exemplo, as rotas que levaram a obtenção dos “isosafroxicams“, que são anti-inflamatórios não esteroidais análogos do piroxicam (cujo protótipo foi lançado pela Pfizer em 1972). E não é só. O safrol ainda pode servir de precursor para a obtenção da paroxetina (um potente antidepressivo inibidor seletivo da recaptação da serotonina), de substâncias cardioativas como piperdardina e piperina, de certos prostanoides, entre outros.

Conforme já exposto, o óleo de sassafrás foi bastante utilizado nos Estados Unidos como aromatizante de bebidas tipo “root beer”. Todavia, em 1958 o FDA proibiu seu uso como aditivo alimentar nos EUA sob a alegação de que o safrol pudesse ser cancerígeno. Pesquisas com ratos, por exemplo, mostraram que a administração de safrol na dose de 5000 ppm levou ao aparecimento de tumores no fígado. Já em outro estudo, com cães, constatou-se que concentrações de 40 e 80 mg/Kg de safrol podem causar danos hepáticos extensos. Naquela época, acreditava-se que que as propriedades tóxicas do safrol estavam exclusivamente relacionadas com a presença da ponte metilenodioxila. Entretanto, novos estudos evidenciaram que o grupo toxicofórico reside na unidade C-3 – especialmente devido a sua fácil oxidação hepática por ação de enzimas microssomais dependentes do Cit-P450 seguida de sulfoconjugação do álcool alílico intermediário, levando à formação de espécies oxidativas reativas frente à nucleófilos bioorgânicos. Por esta razão, hoje o safrol é considerado como um provável agente carcinogênico em humanos. No Brasil, a ANVISA inclui tanto o safrol quanto o iso-safrol na lista de substâncias “PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS”, e, por isto, ambos estão sujeitos a rigorosos controles e fiscalizações, inclusive pela Polícia Federal. Em alimentos sólidos, a ANVISA diz que a concentração máxima de safrol e iso-safrol (a partir de fontes naturais) não pode ultrapassar 1 mg/Kg. Já em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, esta concentração não pode exceder 100 ppm em produtos terminados e 50 ppm em produtos para higiene oral e dental, sendo proibida a sua presença em cremes dentais específicos para crianças. Por fim, algo bem preocupante: o safrol, infelizmente, tem sido empregado na fabricação clandestina de ecstasy (MDMA) por meio de sua aminação direta ou através da criação de um intermediário, o MDP-2-p. Nestes processos, o rendimento chega a 40%, ou seja, com 100 mL de safrol se obtém cerca de 40 g de MDMA quimicamente puro – uma droga potencialmente perigosa capaz de causar muitos prejuízos à saúde, de lesões irreversíveis nas células nervosas à morte súbita por colapso cardiovascular. Felizmente, do outro lado, a Polícia tem feito um excelente trabalho de investigação e já fechou vários destes laboratórios de fundo de quintal, sobrando aos seus responsáveis as punições cabíveis em lei.

Some words in english…

The sassafras is a relative of cinnamon, laurel and walnut. Its oil, with applications in perfumery and the manufacture of insecticides, has an important characteristic: its density nerver changes, even at high temperature variations. This stability is vital for precision instruments and has been widely used in aircraft and even spaceships. Its cultivation is not popular because the sassafras grows very slowly and rarely bears fruit; therefore, nobody wants to grow it.

Showing 17 comments
  • augusto
    Responder

    Como façpo para comprar um oleo de voces?
    sou de porto alegre
    obrigado

  • simone
    Responder

    sou de criciuma-sc e estou interessada em comprar o oleo sassafrás- ocotea pretiosa .

    obrigada

  • Celso Andre Woiciechovski
    Responder

    1974 a 1977 Trabalhei co os Irmão Reginalde e Arnaldo FERNANDES Luiz….em itaiópolis S. Catarina…nas Industrias Itacarbo Ltda..eu ero Ofice-Boy da empresa.onde existia a Fabrica d Oleo de sassafras e a Madeireira..

  • Wagner Azambuja
    Responder

    Celso, há poucos dias, na cidade de Itaiópolis/SC, tivemos o prazer de conversar com os irmãos Reginaldo e Arnaldo Fernandes para a gravação de um documentário sobre o óleo de sassafrás. Na verdade, meu pai era comprador assíduo do óleo deles, o qual os conhece há mais de 30 anos. É provável, inclusive, que o Sr tenha conhecido meu pai, afinal, ele visitava com frequência a fábrica deles (média de 4 vezes por ano).
    Obrigado pelo seu comentário!
    Grande abraço…

    • Ivan
      Responder

      Olá, Wagner, sei que esse post já tem algum tempo, mas gostaria de saber uma coisa. Eu sou de Apiúna, SC moro ao lado da antiga fábrica de óleo de sassafrás Valima, que no texto está que era em Rio do Sul, mas era em Apiúna, trabalhava com 15 tinas! Será que não existe fotos ou vídeos dessa destilaria? Sou muito curioso por fotos antigas da Valima. Abraço

      • Wagner Azambuja
        Responder

        Caro Ivan, realmente a informação estava equivocada.
        Meu pai comprou muito óleo de sassafrás do Sr Claudino e do Sr Inaldo, da Valima, e tem várias fotos daquela destilaria. Tem, inclusive, um vídeo gravado com eles, onde o falecido Sr Claudino mostra toda a fábrica. Raridade. Lhe avisarei assim que colocarmos este vídeo no youtube, ok? Grande abraço.

        • Ivan
          Responder

          Poxa vida! Cara, fico muito feliz em saber. Temos até hoje um mercadinho perto da madeireira (que hoje trabalha no ramo de eucalipto) e praticamente tudo que temos hoje deve-se ao sucesso da Valima na época do Sassafrás. Muitos funcionários compravam conosco e era uma época de muito lucro e pouco imposto. Tenho 22 anos, lembro-me quando era pequeno de ir lá brincar nas tinas desativadas! Desmancharam tudo há alguns anos, mas na minha época de criança estava praticamente tudo lá ainda. Mal posso esperar pra ver as fotos e o vídeo. Se quiser pode mandar as fotos pro meu e-mail se já tens elas. Fico no aguardo. Abraço Wagner.

        • Mauro
          Responder

          Oi Wagner, fiquei muito curioso a respeito desse vídeo que vc tem da Valima, pois trabalhei nessa firma de 1979 a 1992. Fazia manutenção de todo maquinário e inclusive da fábrica de óleo de sassafrás. Gostaria muito, se possível, que vc me mandasse esse vídeo ou postasse no youtube. Ficarei aguardando resposta. Abraço!

  • Vanessa
    Responder

    Muitos autores citam 1990 e 1991 mas pelo que levantei até o momento o segundo decreto citado por antigos produtores (primeiro relativo a espécie) seria de 1992 onde é feita a inclusão na lista de flora ameaçada, e ai sim a proibição da exploração (Portaria IBAMA nº6 de 15 de janeiro de 1992). Nesse momento a espécie já era muito rara.

  • Jorge
    Responder

    Vanessa, você está equivocada.
    A espécie não era MUITO rara como você diz.
    Havia, sim, uma extensiva exploração e encontra-la, a preços compensadores (somando custos do lenhador, transporte, etc), estava ficando cada vez mais difícil naquela época. Mas ainda assim existiam muitas reservas, com muitas árvores, adquiridas – na grande maioria das vezes – pelos próprios produtores de óleo. Isto você pode conferir no vídeo abaixo, onde eles mesmos relatam o fato:
    http://www.youtube.com/watch?v=dg-YG2T3uXo
    Foi uma pena a maneira como o nosso país impôs a tal lei.
    Fez, do dia para a noite, com que os nossos produtores a engolissem goela abaixo, os quais passaram a ser perseguidos como bandidos. Muitos perderam tudo, haja visto que tinham no óleo de sassafrás (safrol) suas únicas fontes de renda.
    E se, no lugar disso, “obrigassem” aos produtores a investir parte de suas receitas em reservas – sem a proibição completa da atividade? Ok, o preço do óleo brasileiro iria subir, e muito – talvez tornando-o inviável frete aos concorrentes da China e do Vietnã daquela época -, mas com o tempo “as coisas” certamente iriam se “moldar” em virtude da escassez. É fácil de analisar: quanto custava um tambor de óleo naquela época? E quanto poderia custar hoje? Quanta diferença, não é mesmo? Afinal o óleo de sassafrás, com alto teor de safrol, praticamente deixou de existir a nível mundial (devido a exploração não sustentável)….
    Brasil, Brasil, sempre pisando na bola….Até quando??????

  • Tiago
    Responder

    Mostrei o vídeo para meu Pai, Trabalhou 30 anos na industria de madeiras Valima,,, Vargem Grande, Sr Aldo se emocionou com o vídeo

  • valdemir bortolotto
    Responder

    Ola
    conheçi quando criança o cheiro maravilhoso do sassafras,
    gostaria de comprar o oleo, ou algumas lascas de madeira.
    valdemirbortolotto@gmail.com

  • alcemir costa
    Responder

    ola
    gosta de saber como faço para comprar oleo ou creme de canela de sassafras onde encontrar aqui em porto alegre
    também gostaria de saber se somente o oleo para combater reumatismo e dores nas juntas articulações
    pode tomar chá por água
    ass. alcemir

  • Rodrigo
    Responder

    ola.
    como faço para comprar 1 litro deste óleo?
    Muito Obrigado,
    Rodrigo

    • Wagner Azambuja
      Responder

      Prezado Rodrigo, bom dia! Conforme exposto acima, a extração do óleo de sassafrás brasileiro foi interrompida na década de 90. Por isto, para adquirí-lo hoje, além da licença especial – por conta do safrol, o Sr. terá que fazer uma importação, geralmente da China ou Vietnã – países onde este óleo ainda é extraído. Converse com alguma importadora. Att Wagner

  • Patrícia
    Responder

    Como faço para comprar um pouco desse óleo, eu preciso muito. Obrigada!

  • Marcos Teixeira cruz
    Responder

    Bom dia .eu gostaria de saber se posso aderir o óleo de sasafraz a cachaça para aromatiza-la e como faço para adquirir o óleo. Obrigado pela atenção.

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