Óleo Essencial de Lavanda

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Nome

Nome

Óleo Essencial de Lavanda / Lavender Essential Oil

Nome Científico

Nome Científico

Lavandula officinalis e
Lavandula angustifolia

Componente de Destaque

Componente de Destaque

Acetato de linalila
(linalyl acetate)

Descrição

Descrição

Líquido amarelado de odor doce, floral e herbal.

Principais Aplicações

Principais Aplicações

Na fabricação de fragrâncias e perfumes (nota doce, floral e herbal), de medicamentos (para o tratamento da ansiedade) e de cosméticos, por suas propriedades cicatrizantes, antissépticas e anestésicas. Na aromaterapia, é utilizado como um poderoso antidepressivo, relaxante e ansiolítico, e na indústria de alimentos mostra-se como um ingrediente requintado, muito empregado na aromatização de chocolates e biscoitos.

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Lavanda

Dentre as diversas variedades de lavandas, a Lavandula angustifolia é considerada a mais perfumada. Morfologicamente, ela apresenta longos caules e minúsculas flores de tonalidade roxo-azulada que são cobertas de filamentos em forma de estrela. Sua propagação pode ser realizada via sexuada e assexuada e, para o cultivo no Brasil, as sementes (importadas) precisam receber um tratamento com ácido giberélico para quebrar a dormência. Este tratamento consiste na imersão das sementes por 12 horas em uma solução contendo ácido giberélico na concentração de 200 mg/L. Após este tratamento, as sementes podem ser colocadas para germinar em bandejas de isopor com substrato comercial, sendo mantido úmido, mas sem encharcar. Na seqüência, quando as mudas apresentarem algumas folhas definitivas, elas já podem ser transferidas para recipientes maiores, como sacos plásticos até que possuam pelo menos 10 cm de altura para, posteriormente, serem levadas ao campo.

(*) a utilização de sementes importadas nem sempre apresenta bons resultados quanto ao índice de germinação, além de se observar desuniformidade no desenvolvimento das mudas e das plantas a campo. Acredita-se que isto ocorra em virtude da variabilidade natural resultante da propagação sexuada, associada à falta de adaptação dos genótipos às condições brasileiras.

Óleo Essencial de Lavanda

Durante séculos, saches de lavanda foram colocados nas gavetas das roupas de cama para perfumar e evitar o mofo, afastando os insetos. Era, também, o perfume preferido da rainha Maria Henrietta, esposa do rei Charles I. Atualmente, a extração do óleo essencial de lavanda é como uma “tradição” em vários lugares da Europa, com destaque para a França, berço da perfumaria e da aromaterapia. Tecnicamente, o óleo essencial de lavanda é um líquido oleoso amarelado extraído das partes aéreas da Lavandula angustifolia, planta que conforme Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, é um sinônimo botânico para Lavandula officinalis. Popularmente cultivada em regiões montanhosas, utiliza-se cerca de 200 Kg de flores para se extrair 1 Kg de óleo, cuja destilação geralmente ocorre por arraste de vapor e leva aproximadamente 1 hora. Curiosamente, este óleo também é chamado de “óleo de lavanda inglesa“, embora o maior número de destilarias (e as mais tradicionais) estejam, por óbvio, na França. Na sua composição, de acordo com a ISO 3515/1987, há entre 25 e 45% de acetato de linalila (seu éster principal), 25 e 38% de linalol, 4 e 10% de cis-β-ocimeno, 2 e 6% de terpinen-4-ol e não mais do que 0,5% de cânfora. Inclusive, o teor de cânfora neste óleo é um dos parâmetros mais importantes (e confiáveis) para a avaliação da sua qualidade (adulteração), afinal, óleos de “lavanda” com mais de 0,5% de cânfora, quase sempre, são óleos de lavandim misturados com acetato de linalila sintético.

Na França, os óleos que provêm das plantas cultivadas nas regiões mais altas, como nas montanhas, apresentam uma carga maior de ésteres, a exemplo do acetato de linalila. São estes ésteres que, na prática, contribuem significativamente para a boa qualidade do aroma do óleo, tornando-o mais suave e frutado. É por este motivo que alguns mercados, como o de perfumaria fina e aromaterapia clássica, optam por óleos provenientes destas regiões (mais altas). No Brasil, também há o cultivo de lavandas, inclusive com a extração de óleo essencial em algumas regiões. No entanto, estas plantas não são Lavandula angustifolia. Elas são, na realidade, Lavandula dentata – uma espécie de mais fácil adaptação cujo óleo essencial contêm altos teores de cânfora, o que pode não ser interessante para algumas aplicações da aromaterapia. Afinal, a cânfora é excitante, estimulante e atravessa a barreira placentária, podendo, inclusive, trazer problemas para uma gestante de primeiro trimestre, por exemplo. Ou seja, em resumo, enquanto o óleo de Lavandula angustifolia possui propriedades calmantes e sedativas, o óleo de Lavandula dentata pode se mostrar mais estimulante, fazendo o efeito exatamente contrário. Por fim, convém gizar que o óleo essencial de lavanda é um dos protagonistas para o boom da utilização terapêutica dos óleos essenciais, pois Gattefossé, que é considerado o pai da aromaterapia, passou a estudar ainda com mais afinco os óleos essenciais depois que a sua mão – que tinha sofrido graves queimaduras – foi curada por este óleo.

Óleo Essencial de Lavanda

Conta a história que Gattefossé, enquanto trabalhava em seu laboratório, sofreu sérias queimaduras em sua mão. Desesperado para resfriá-la, ele acabou mergulho-a no líquido mais próximo disponível, um recipiente com óleo essencial de lavanda. Feito isso, sua mão, para a surpresa de todos, cicatrizou mais rápido do que o esperado – o que instigou Gattefossé a estudar ainda mais a fundo as propriedades curativas dos óleos aromáticos. Gattefossé também foi o inventor do termo “aromaterapia”.

Tipos de Óleo Essencial de Lavanda

●OE de lavanda fina (Lavandula angustifolia, officialis): trata-se da lavanda tradicional, a qual nasce espontaneamente ou através de cultivo em regiões com altitudes superiores a 1000 metros ao longo dos alpes da alta Provence, de Vaucluse e Drôme, na França. Suas flores apresentam uma coloração que varia do branco ao azul, sendo, o óleo, um dos mais ativos terapeuticamente.

●OE de lavanda spike (Lavandula latifolia): este óleo possui dois quimiotipos, um rico em cânfora, produzido na Espanha, e outro rico em linalol, de origem francesa ou americana. O canforado possui um aroma gelado, tipo eucalipto, sendo altamente estimulante e bastante útil como expectorante.

●OE de lavanda dentata (Lavandula dentata): comum no Brasil, a Lavandula dentata é de fácil adaptação, apresentando um óleo rico em cineol, cânfora e fenchona. A fenchona, neste caso, confere um aroma um pouco desagradável ao óleo, tornando-o, inclusive, similar ao de lavanda estoeca.

● OE de lavanda maillete, matherone e buena vista: são lavandas clonadas, multiplicadas por estacas, adaptadas para se desenvolverem em baixas temperaturas. A matherone é comum na França, já a buena vista nos Estados Unidos, e todas são selecionadas a partir da lavanda tradicional, tendo como critérios a qualidade olfativa, analítica, de resistência a doenças e rendimento.

● OE de lavanda 38/40, 40/42, 48/50 e 50/52: ao contrário do que muitos pensam, estas porcentagens não significam que o óleo foi adulterado, ou “cortado”. Eles correspondem, sim, ao teor de ésteres no óleo, afinal, algumas aplicações – como perfumaria fina – optam por óleos com teores mais elevados de ésteres, como o acetato de linalila. É comum, também, dar o nome das regiões de cultivo às lavandas onde estes teores são padronizados; é o caso, por exemplo, da lavanda mont blanc, cultivada na região de Mont Blanc e padronizada a 40/42.

● OE de lavanda A.O.C: “A.O.C”, neste caso, não se refere a uma subespécie, ou, ainda, um quimiotipo. Este acrônimo significa Appellation d’Origine Contrôlée e diz que o óleo apresenta uma “origem controlada”. Trata-se, então, de uma certificação, conhecida internacionalmente como um símbolo de alta qualidade para os produtos franceses. Tal certificação, no caso da lavanda, só é concedida para cultivos orgânicos em altitude acima dos 1000 metros e a espécie é a mesma da lavanda fina, ou seja, a lavanda tradicional (angustifólia, officialis).

●OE de lavandim: lavandim é o nome dado aos híbridos de diferentes espécies de lavandas, como a resultante do cruzamento entre a Lavanda angustifolia com a Lavanda latifolia. Dentre eles, o lavandim grosso é o mais comum; o qual apresenta um alto teor de linalol e o melhor rendimento. O lavandim abrialis, um dos mais antigos, possui um alto teor de cânfora e cineol no óleo e o lavandim super é o mais parecido com a lavanda tradicional, sendo às vezes utilizado em substituição ao fino, devido ao melhor rendimento e preço (mais barato).

Abaixo, a especificação para o óleo essencial de Lavandula angustifolia de acordo com a norma ISO 3515/1987:

Óleo Essencial de Lavanda

Apreciada no mundo inteiro, a lavanda está se tornando uma das plantas mais importantes, com uma série de usos medicinais. Fresca ou seca, ela também é muito útil no lar e o seu óleo essencial é utilizado nos mais diversos produtos. Diz-se, inclusive, que de cada dez perfumes produzidos, oito levam óleo de lavanda em suas composições.

Aplicações

De acordo com Wanda Sellar (2002) em “Óleos que Curam”, o óleo essencial de lavanda, em linhas gerais, tem ação sedativa sobre o coração e ajuda a baixar a pressão arterial em caso de hipertensão e a reduzir as palpitações. Há muito tempo é reconhecido por proporcionar um alívio eficaz em casos de insônia – cujo mecanismo de ação, detalhado mais adiante, assemelha-se ao fármaco pregabalina. Possivelmente por conta do linalol (bactericida), acetato de linalila (anti-inflamatório) e da cânfora (antisséptico e anestésico), trata-se de um óleo com qualidades analgésicas, eficaz em casos de espasmos musculares e pode ser útil no tratamento de torções, distensões e fortes dores reumáticas. É benéfico para o sistema respiratório e ajuda a tratar de problemas como bronquite, asma, acúmulo de catarro, resfriados, laringite e infecções de garganta. Estimula a produção de bile, o que auxilia na digestão de gorduras. É reconhecido como inseticida e, portanto, afasta o mofo e os insetos. Na pele, aumenta o desenvolvimento de novas células e exerce uma ação equilibradora sobre a oleosidade. Tem grande efeito cicatrizante em queimaduras em geral e nas causadas pela exposição ao sol, além de ser benéfico para os casos de acne, eczema e psoríase. Acredita-se que cure abscessos, furúnculos e espinhas, pois minimiza tumores causados por fungos, inchações, cicatrizes e feridas gangrenosas. Também é um tônico capilar eficaz e pode ser útil em casos de alopecia. PRECAUÇÕES: algumas pessoas com hipotensão arterial podem sentir um leve entorpecimento e sonolência após o uso deste óleo. Também é um emenagogo e, portanto, deve ser evitado nos primeiros meses de gravidez.

Massagem com Óleo Essencial de Lavanda

Sabe-se que a massagem com óleo essencial de lavanda acalma os nervos, relaxa a musculatura, alivia a tensão, facilita o sono, promove a digestão e ainda ajuda a eliminar e/ou inibir a proliferação de microrganismos presentes na superfície da pele e mucosas. Isto é possível graças a complexa mistura de componentes existente no óleo, que, somados, resultam nesta sinergia tão benéfica e poderosa. O acetato de linalila, por exemplo, é anti-inflamatório. Já o linalol é bactericida, fungicida, acaricida, ansiolítico, sedativo, anticonvulsivante e antidepressivo e a cânfora é antisséptica e anestésica. Fato é que todos estes elementos, através da massagem, são absorvidos pela pele e podem, tranquilamente, alcançar a corrente sanguínea em poucos minutos. Um estudo publicado na Journal of the Society of Cosmetic Chemists demonstrou que uma massagem com 1,5 g de óleo vegetal carreador contendo 2% de óleo essencial de lavanda (o equivalente, em média, a 7,23 mg de linalol e 8,64 mg de acetato de linalila), na região abdominal (cerca de 376 cm2) por 10 minutos, é capaz de atingir o sistema circulatório em pouco tempo. Afinal, após 5 minutos do término da massagem, detectou-se no sangue as quantidades de 30 ng/mL de linalol e 30 ng/mL de acetato de linalila, cuja concentração plasmática máxima foi de 121,08 ng/mL de linalol e 100,17 ng/mL de acetato de linalila após 20 minutos. Obviamente, estas concentrações estão dentro dos limites seguros e proporcionam, além dos benefícios tópicos, todos os benefícios sistêmicos da ação sinérgica destas substâncias no organismo.

Para uma massagem relaxante com este óleo basta usar:
50 mL de óleo vegetal de semente de uva;
20 gotas de óleo essencial de lavanda e aplicar na área desejada.

Ainda sobre a aplicação tópica (na pele), é muito comum, no meio científico, discussões acerca das possíveis reações adversas (alergias) que o óleo essencial de lavanda pode causar. Este é, obviamente, um tema delicado e deve ser cuidadosamente esclarecido. De acordo com órgãos regulamentadores como a IFRA, que é a Associação Internacional de Fragrâncias, o linalol é um agente sensibilizante, ou seja, um químico que pode causar, por exemplo, uma dermatite de contato alérgica. Então, pelo fato do óleo de lavanda conter uma quantidade expressiva deste componente, e outros, igualmente classificados como “sensibilizantes”, cria-se uma ideia equivocada de que este óleo, na sua totalidade, pode trazer algum risco para quem o utiliza. Fato é que o óleo de lavanda vem sendo estudado há séculos e, nas poucas vezes em que a sua aplicação tópica resultou em problemas (de sensibilização), variáveis externas – como mecanismos de oxidação – podem, e provavelmente foram as causas destes resultados. Exemplos: Meneghini, em “Additives, vehicles and active drugs of topical medicaments as causes of delayed-type allergic dermatitis”, utilizou o óleo de lavanda puro em 50 voluntários italianos e nenhuma reação adversa foi constatada. Da mesma forma, foi aplicado a 1% em 273 pacientes com eczema e, mais uma vez, nada de adverso foi observado. Pelo contrário, constatou-se, sim, uma melhora no quadro inflamatório daquelas pessoas; o que pode ser explicado pelos resultados de Kim & Cho (1999) em “Lavender oil inhibits immediate-type allergic reaction in mice and rats”. Neste estudo, Kim & Cho demonstraram que o óleo de lavanda é capaz de bloquear processos alérgicos e inflamatórios por meio da inibição da liberação de histamina, que é uma amina biogênica vasodilatadora fundamental para o aparecimento de edemas – e, também, pela inibição da liberação de TNF-alfa pelos mastócitos, o fator de necrose tumoral que, dentre outras funções, ajuda a promover o processo inflamatório sistêmico ou local. Além disto, Opdyke em “Monographs on fragrance raw materials”, afirma que o óleo de lavanda não é fototóxico.

Diante disto, como explicar os casos em que o óleo essencial de lavanda produziu algum tipo de reação alérgica (pelo uso tópico)? Há 2 possibilidades. 1) suscetibilidade exacerbada aos químicos “sensibilizantes” que compõem o óleo. Exemplo: em um estudo dinamarquês, intitulado “Is tea tree oil an important contact allergen?” de Veien (2004), apenas 2 pessoas -de 217 voluntários – apresentaram um pequeno grau de dermatite após a aplicação tópica de uma solução contendo 2% de óleo de lavanda. Isto significa que menos de 1% das pessoas tiveram alguma reação adversa, o que é, obviamente, uma fração bem pouco significativa. 2) oxidação dos componentes “sensibilizantes” que compõem o óleo. Afinal, do linalol presente no óleo essencial de lavanda, 85% referem-se ao enantiômero (R)-(-), e, do acetato de lilalila, 98% referem-se ao enantiômero (R)-(-) – que, sob certas condições (mau armazenamento, por exemplo), são facilmente oxidados e geram produtos potencialmente sensibilizantes, como o linalol hidroperóxido. Inclusive, Skold (2002) em “Studies on the autoxidation and sensitizing capacity of the fragrance chemical linalool, identifying a linalool hydroperoxide” demonstrou que após 10 semanas a oxidação consome até 20% do linalol puro, gerando vários subprodutos, dentre os quais o linalol hidroperóxido. Assim sendo, é perfeitamente possível considerar a possibilidade do óleo – ou de alguns de seus componentes – ter sofrido algum processo oxidativo em vários dos estudos cujos resultados foram positivos para a sensibilidade. Afinal, pouquíssimos estudos levam em consideração, ou relatam, o estado do óleo antes do início dos testes; como validade, condições de armazenamento (frascos, temperatura, etc) e outros fatores. Dado o exposto, fica evidente que um óleo de lavanda puro, bem acondicionado – portanto isento de processos oxidativos, raramente poderá causar algum tipo de dermatite pelo contato direto com a pele.

O óleo de lavanda puro, bem acondicionado – portanto isento de processos oxidativos, raramente poderá causar algum tipo de dermatite pelo contato direto com a pele.

Óleo Essencial de Lavanda – Calmante Natural e Sedativo

De acordo com Tisserand e Young (2014) no livro “Essential Oil Safety”, os componentes presentes no óleo essencial de lavanda, quando inalados, atingem a traqueia, passam pelos brônquios, vão para os bronquíolos mais finos e, por fim, chegam aos alvéolos – que são como “sacos microscópicos” onde as trocas gasosas com o sangue acontecem. Neste ponto, então, atingem a circulação sistêmica e vão para o SNC, local no qual exercem um efeito calmante e sedativo peculiar, em especial por conta do acetato de linalila e linalol. Este efeito, aliás, já vinha sendo observado e registrado há muito tempo, quando as palhas das lavandas (subproduto das primeiras destilações na Europa), reduziam – por si só, via inalação – o estresse de porcos durantes os trajetos para os abatedouros. Atualmente, tanto na França quanto na Inglaterra, este óleo vem sendo empregado com sucesso em hospitais, incluindo maternidades, com o objetivo de reduzir o estresse, proporcionar relaxamento e melhorar a qualidade do sono. Em 2011, por exemplo, Blyth (2011) em “Effect of lavender on the sleep of autistic children” demonstrou que o óleo essencial de lavanda, ao ser inalado por crianças com autismo, minutos antes de dormirem e por um período de 3 semanas, foi capaz de reduzir dramaticamente o número de vezes de “despertar”, melhorando a qualidade do sono e reduzindo as necessidades de atenção destas crianças, por parte dos pais ou responsáveis. Já Johannessen (2013) em “Nurses experience of aromatherapy use with dementia patients experiencing disturbed sleep patterns. An action research project.”, relata que este óleo, ao ser difundido todas as noites em lares residenciais para pacientes com demência, diminuiu a insônia e melhorou consideravelmente o estado de inquietude dos pacientes. Assim sendo, não só pela história – às vezes baseada apenas no empirismo, mas também pelas pesquisas, sempre foi consenso que o óleo essencial de lavanda, de fato, possui propriedades calmantes e sedativas – cujo mecanismo de ação começou a ser elucidado ainda na década de 90, por um estudo publicado por Elisabetsky.

Em 1995, Elisabetsky num estudo intitulado “Effects of linalool on glutamatergic system in the rat cerebral cortex” demonstrou que o óleo essencial de lavanda, quando administrado via oral por ratos na razão de 8,9 mg/Kg, era capaz de aumentar o tempo de sono induzido por pentobarbital de 21 a 37 minutos. E mais, elevando-se a dose para 200 mg/Kg, os efeitos eram comparáveis aos do diazepam, na razão de 2 mg/Kg. Neste momento, cogitou-se a possibilidade deste óleo, na sua plenitude, ter como mecanismo de ação principal algo semelhante aos medicamentos pertencentes ao grupo dos benzodiazepínicos, que são indicados para alívio sintomático da agitação, tensão e outras queixas somáticas ou psicológicas associadas com a síndrome da ansiedade – cujo diazepam faz parte. Valendo-se destas propriedades, em 2010, um laboratório alemão registrou e lançou no mercado um medicamento chamado Lasea Silexan®, cuja composição de cada cápsula é 80 mg ou 160 mg de óleo de lavanda (L. angustifolia), tendo o linalol e o acetato de linalila como constituintes principais. Este medicamento, de acordo com as pesquisas, ao ser ingerido diariamente (1 cápsula/dia por 14 dias), é tão eficaz quanto o benzodiazepínico lorazepam em adultos com desordem de ansiedade generalizada. Assim sendo, trata-se de um medicamento de via oral para o tratamento da ansiedade. Mais uma vez, o óleo essencial de lavanda estava sendo comparado a um benzodiazepínico. Inclusive, fazendo-se a conversão em gotas, a quantidade de óleo essencial em cada cápsula é de aproximadamente 1 gota para as cápsulas de 80 mg e de 3 gotas para as de 160 mg; o que coincide com a posologia da aromatologia francesa via oral de mais de 50 anos para o tratamento de insônia e ansiedade, conforme consta em livros como Aromathérapie, Traitement des maladies par les essences des plantes do Dr. Jean Valnet, publicado em 1964.

Entretanto, ao contrário do que se imaginava, a ação ansiolítica do óleo essencial de lavanda não ocorre como a de um benzodiazepínico, que se caracteriza pela ligação em receptores localizados no complexo GABA-a (ácido gama-aminobutírico), que aumenta a sensibilidade dos canais GABAérgicos e abre os canais de cloro (Cl), permitindo o influxo deste ânion para dentro do neurônio e tornando a célula hiperpolarizada (reduzindo, com isto, a atividade do neurônio). Em vez disto, conforme citado por Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, estudos recentes sugerem que o óleo de lavanda possui um mecanismo de ação semelhante à pregabalina, que reduz o influxo de cálcio nos terminais pré-sinápticos em neurônios hiperexcitados do hipocampo, reduzindo dessa forma a liberação de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato – o que produz efeitos ansiolíticos e o aumento do sono delta, sendo também um potencial agente hipnótico em pacientes com fibromialgia. Assim sendo, a dependência, tal como a síndrome de abstinência, tão expressivas no uso de benzodiazepínicos, pode ser menor (e até inexistente) em alguns casos no tratamento com o óleo de lavanda. Além disto, pesquisadores também relatam um efeito neuroprotetor associado ao linalol e ao acetato de linalila, que foram observados no decurso de isquemias cerebrais e dor – e uma capacidade destes compostos em reduzirem os níveis de cortisol no sangue e na saliva. Isto é perfeitamente desejável, pois, o cortisol em excesso, além de prejudicar a saúde dos neurônios, colabora para a liberação de fatores inflamatórios que, por consequência, diminuem a capacidade imunológica total do organismo. Diante dos fatos, a ingestão pura do óleo essencial de lavanda, nas dosagens ora citadas, são consideradas seguras pelas autoridades sanitárias alemãs no tratamento da ansiedade – hoje através do Lasea Silexan®.

Estudos indicam que inalar o óleo essencial de lavanda ajuda a aliviar a ansiedade e aumenta a sensação de calma e bem-estar em várias situações de estresse, como nas salas de espera de consultórios dentários e UTIs.

Campo Sutil

Tal como os seres humanos, todo óleo essencial libera um campo energético elétrico muito poderoso. Estas ondas, eletromagnéticas, são “medidas” em Hertz e a dos óleos essenciais começam em 52 MHz, para o de manjericão, e vão até 320 MHz, para o de rosa. De acordo com o Dr. Robert O. Becker, em seu livro “The Body Electric”, o estado de saúde de um indivíduo pode ser determinado de acordo com os seus níveis de frequência, cujo corpo saudável vibra no intervalo de 62 a 68 MHz. Assim, quando a frequência individual sofre uma queda, o corpo fica vulnerável (susceptível a doenças) e adoece. Exemplos: estudos mostram que a frequência de uma pessoa gripada gira em torno de 58 MHz, de alguém com cândida 55 MHz, com herpes-vírus 52 MHz e com câncer abaixo de 42 MHz. Diante disto, é óbvio que a manutenção, bem como o restabelecimento (em caso de doenças), da frequência energética do indivíduo é algo de fundamental importância e isto é possível através da aromaterapia, conforme citam vários autores. O óleo essencial de lavanda, de acordo com Dra. Anne-Marie Giraud (2018) em “Óleos Essenciais e Câncer”, vibra na frequência de 118 MHz o qual, quando em contato com o ser humano – até mesmo pela simples inalação, é capaz de entrar numa espécie de “sintonia” com a frequência corporal, elevando-a. Ou seja, a energia naturalmente presente neste óleo pode, por meio da interação molecular (sutil), equilibrar o estado energético do indivíduo vulnerável ou já adoecido, fortalecendo-o. Trata-se, em última análise, da natureza buscando o seu equilíbrio próprio; equalizar-se. PS: a título de comparação, sabe-se que as ervas frescas têm uma frequência de 20 a 27 MHz, as ervas secas de 12 a 22 MHz e os alimentos enlatados nenhuma frequência mensurável.

De acordo com Adriana Nunes Wolffenbuttel (2011) em “Base da Química dos Óleos Essenciais e Aromaterapia”, o “sutil” é algo delicadamente perceptível. Assim sendo, os óleos essenciais, de modo similar aos medicamentos homeopáticos e antroposóficos, atuam no nível físico (por meio de toda a dinâmica bioquímica), no nível intuitivo, não consciente (por meio do sistema límbico) e também no nível vibracional, assim como os sistemas florais (por meio da energia sutil). Ou seja, no campo sutil, os óleos essenciais são capazes de regenerar e restabelecer um organismo doente e debilitado, pois ao equilibrar as frequências deste organismo, eles servem como barreira à ação de microrganismos patogênicos: fungos, bactérias e vírus.

Formulações Aromaterápicas com Óleo de Lavanda

● FEBRE CHIKUNGUNYA, pelo Dr. Jean-Pierre Willem (2018) em “Óleos Essenciais Antivirais”
Informações gerais: a febre chikungunya é uma doença tropical, infecciosa e viral, transmitida aos seres humanos por mosquitos infectados das espécies Aedes que picam durante o dia. O vírus inoculado pertence ao grupo dos alfavírus (família Togaviridae), que é transmitido pelo sangue. O nome “chikungunya” significa “doença que quebra os ossos” em referência as fortíssimas dores nas articulações associadas à rigidez, o que dá aos pacientes infectados uma postura curvada característica. Os sintomas, que inicialmente são semelhantes aos de uma gripe, como febre e dores articulares intensas, exantemas, dores abdominais, náuseas e uma grande fadiga, só aparecem após uma incubação de 2 a 12 dias, em média. Em casos mais graves, algumas complicações neurológicas podem ocorrer, especialmente em recém-nascidos e idosos.

Formulação (para o alívio dos sintomas e ação coadjuvante na eliminação da carga viral):
– OE Camomila-Romana (Anthemis nobilis): 3 mL
– OE Wintergreen (Gaultheria procumbens): 3 mL
– OE Lavanda (Lavandula angustifolia): 3 mL
– OE Eucalipto Citriodora (Corymbia citriodora): 2 mL
– OE Capim Limão (Cymbopogon citratus): 4 mL
– OE Hortelã Pimenta (Mentha x piperita): 3 mL
– Óleo Vegetal Macerado de Arnica (qsp): 30 mL
– Aplicar 5 a 7 gotas sobre as áreas doloridas, 3 a 5 vezes por dia até a cura.

● FURÚNCULO, pelo Dr. Jean-Pierre Willem (2018) em “Óleos Essenciais Antivirais”
Informações gerais: trata-se de uma infecção profunda da base de um pelo, o folículo pilossebáceo, cujo agente causador, geralmente, são as bactérias Staphylococcus aureus. Inicialmente, o furúnculo aparece como um botão, grande e dolorido, vermelho e duro, que rapidamente se transforma num botão esbranquiçado contendo pus. Podem se formar por todo o corpo e vários furúnculos podem aparecer no mesmo lugar.

Formulação:
– OE Ajowan (Trachyspermum ammi): 2 mL
– OE Ládano (Cistus ladanifer): 2 mL
– OE Lavanda (Lavandula angustifolia): 2 mL
– OE Tea Tree (Melaleuca alternifolia): 2 mL
– Óleo Vegetal de Tamanu (Calophyllum inophyllum): 2 mL
– Aplicar 2 a 3 gotas sobre o furúnculo 3 a 4 vezes ao dia durante uma semana.

(*) as formulações acima foram retiradas da literatura e não exprimem, necessariamente, a opinião deste site. Além disto, antes do início de qualquer tratamento, é expressamente recomendável consultar um profissional de saúde devidamente habilitado.

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Produto: Óleo Essencial de Lavanda
Marca: QUINARÍ
Registro na ANVISA: 25351.179912/2017-58

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Mostrando 6 comentários
  • Jussara
    Responder

    Pesquisas com óleos essenciais de alecrim, lavanda, sálvia e alecrim-pimenta têm obtido resultados otimistas na terapêutica da doença de Alzheimer. Há indicativos de que esses óleos essenciais atuem sobre a inibição da enzima acetilcolinesterase, também chamada Colinesterase de Glóbulo Vermelho (CGV), neurotransmissor da acetilcolina que, por sua vez, é um dos responsáveis pela memória recente, a qual é afetada por esta patologia.

  • Telma
    Responder

    Gostaria de parabenizar a pagina, pois esclarece muitas duvidas a respeito da origem, nomes e propriedades dos oleos essenciais. Alem de acrescentar as propriedades aromaterápicas. Muito obrigada

  • Jessica Leane
    Responder

    Gostaria de AGRADECER por este conteúdo tão rico e esclarecedor! Muito obrigada, todas minhas dúvidas foram sanadas. Continuem assim!

  • CarolB.
    Responder

    Conteudo maravilhoso e cheio de informacoes uteis. Obrigada.

  • Marcia
    Responder

    Parabéns pela página. Muito rica em informações. Amei

  • ELIZETE VIEIRA
    Responder

    Sem palavras para externar meu agradecimento por tantas informações preciosas. Muito obrigada.

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