Óleo Essencial de Erva Baleeira

Óleo Essencial de Erva Baleeira

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Nome

Nome

Óleo Essencial de Erva Baleeira / Black Sage Essential Oil

Nome Científico

Nome Científico

Cordia verbenacea /
Varronia verbenacea

Componente de Destaque

Componente de Destaque

Humuleno
(humulene)

Descrição

Descrição

Líquido amarelado de odor resinoso, que lembra copaíba e alecrim do cerrado.

Principais Aplicações

Principais Aplicações

Fabricação de medicamentos por conta de suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. Na aromaterapia, é bastante utilizado em formulações para reumatismo, nevralgias (dor intensa na região da lesão envolvendo nervos), torcicolos (enrijecimento dos músculos do pescoço), contusões e dores musculares.

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Erva Baleeira

A erva baleeira, Varronia verbenacea, sinonímia de Cordia verbenacea, é uma planta nativa de quase todo o Brasil, sendo comumente encontrada em áreas abertas da orla litorânea, beira de estradas e até mesmo em terrenos baldios. Trata-se de uma espécie arbustiva, perene e de folhas aromáticas que há muito tempo vem sendo utilizada pelos caiçaras (os que habitam as zonas litorâneas) no tratamento de dores musculares, hematomas e inflamações. Também conhecida por “maria-milagrosa”, esta planta acabou chamando a atenção dos pesquisadores, que passaram a investiga-la. Pouco depois, o ativo responsável por suas propriedades farmacológicas fora identificado, bem como o seu mecanismo de ação – tornando a erva baleeira uma valiosa matéria-prima para a indústria. Ela foi, inclusive, a matéria-prima chave na fabricação do primeiro medicamento fitoterápico comercial a base de uma planta nativa do Brasil. A erva baleeira é um arbusto ereto de 1,5 a 2,5 m de altura, muito ramificado, com a extremidade dos ramos um tanto pendente e hastes revestidas por cascas fibrosas. As folhas são simples, alternas, coriáceas, aromáticas, de 5 a 9 cm de comprimento, de coloração verde escura. Suas flores são pequenas, brancas, dispostas em inflorescências racemosas terminais de 10-15 cm de comprimento, e, os frutos, são cariopses esféricos com arilo vermelho.

Cultivo de Erva Baleeira

As sementes de erva baleeira atingem a maturidade de forma muito irregular. A espiga apresenta, num mesmo momento, flores e frutos em diferentes estágios. Este é, aliás, um processo típico de planta selvagem, assim como é o seu florescimento, ou seja, sem época definida, ocorrendo ao longo de todo o ano. No entanto, devido ao maior crescimento da planta no verão, é nesta época que ocorre a maior formação e concentração de sementes, cujo teor germinativo fica em torno dos 70% (pós-secagem). Feita a semeadura, as plantas levam cerca de dois meses para atingirem o tamanho ideal para o transplante, que é de 10 a 15 cm, e, já na área de cultivo, deve-se tomar um cuidado especial com o pH e o espaçamento. O pH, segundo a literatura, deve estar entre 6 e 6,5. Já o espaçamento, recomenda-se 0,5 m entre as plantas e 1,6 m entre as linhas, que produzirá uma densidade média de 12.500 plantas/ha. Para a extração de óleo essencial, no entanto, não se deve deixar a erva baleeira crescer muito, afinal, o óleo se concentra nas folhas da planta, que ocorrem predominantemente na periferia dos ramos. Por esta razão, recomenda-se que a colheita seja feita com as plantas entre 1 e 1,3 m de altura.

Como planta armadilha, a erva baleeira é utilizada por citricultores da Bahia no controle da broca (Cratosomus flavofasciatus), um pequeno besouro cujas larvas se alimentam do lenho das laranjeiras, ocasionando a morte das árvores. Tal fato ocorre porque o odor das folhas é semelhante ao feromônio (substância secretada pelos insetos antes da cópula) liberado por algumas espécies de besouro. Desta maneira, estes insetos ficam atraídos pela planta, preferindo-a às árvores frutíferas. Além da broca, pesquisas realizadas pela Embrapa em Cruz das Almas/BA, comprovaram que a erva baleeira também exerce atração sobre as espécies Trachyderes thoracicus e Dorcacerus barbatus, que têm como plantas hospedeiras, além dos citros, o abacate, o caju, a ameixa, o caqui, a cereja, o figo, a goiaba, a jabuticaba, a maçã, o tamarindo e a uva. Ainda, vale citar que a erva baleeira é uma planta silvestre melífera (que produz néctar), a qual é atrativa para as abelhas – que no transporte do grão de pólen, auxiliam a fecundação.

As folhas frescas da erva baleeira produzem cerca de 0,23% de óleo essencial.

Óleo Essencial de Erva Baleeira

O óleo essencial de erva baleeira é um líquido amarelado extraído principalmente por arraste de vapor de suas folhas e galhos. De aroma resinoso característico, que lembra copaíba e alecrim do cerrado, encontram-se na sua composição mais de 40 elementos, com destaque para o alfa-humuleno – extraído principalmente na segunda meia hora de destilação e que é considerado o principal elemento por detrás da atividade anti-inflamatória deste óleo. Além dele, tem-se ainda alfa e beta-pineno, trans-calciferol, germacreno D, beta-farneseno, allo-aromadendreno (um popular antioxidante), 1,8-cineol (antimicrobiano), biciclogermacreno e beta-bisabolol, para citar alguns. Seu rendimento varia conforme diversos fatores, como a época da colheita e o estado da matéria prima vegetal (folhas frescas ou secas). Aliás, este é um ponto conflitante entre os pesquisadores, pois, enquanto alguns preconizam a extração do óleo a partir das folhas frescas, visando uma maior concentração de ativos, outros afirmam que o ideal é extraí-lo delas secas – pois com a volatilização da água, ganha-se em rendimento. De qualquer maneira, o rendimento médio fica em torno de 0,5% para as folhas frescas e 2% para as secas. Atualmente, o Estado de São Paulo é o maior produtor brasileiro deste óleo, cuja produção está destinada – quase que 100%, ao mercado farmacêutico.

oeervabaleeirahumuleno

O alfa-humuleno é extraído principalmente na segunda meia hora de destilação.

Propriedades do Óleo Essencial de Erva Baleeira

O óleo essencial de erva baleeira possui propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e analgésicas comprovadas. Entretanto, é o seu potencial anti-inflamatório, exercido em especial pelo alfa-humuleno, que faz dele um óleo muito especial, cobiçado por empresas do Brasil e do mundo. Em linhas gerais, o alfa-humuleno age bloqueando a enzima ciclo-oxigenase 2 (COX-2), reduzindo assim a conversão do ácido aracdônico ou araquidônico em alguns tipos de prostaglandinas – moléculas vasodilatadoras atuantes nos processos inflamatórios (indutoras também da febre e da dor). Seu mecanismo de ação é igual ao de outros anti-inflamatórios e analgésicos produzidos pela indústria farmacêutica, entretanto, sem qualquer efeito colateral observado. Como resultado, após vários anos de pesquisas, em novembro de 2004 foi publicado no Diário Oficial a aprovação do registro do primeiro anti-inflamatório tópico feito a partir do óleo essencial de uma planta nativa brasileira: o Acheflan®, fabricado pelo Laboratório Farmacêutico Aché. (*) neste caso, inclusive, o óleo empregado deve estar padronizado em 2,3 2,9% de alfa-humuleno. Além disto, pesquisas ainda confirmam que este óleo mostra-se ativo contra várias espécies de bactérias gram-positivas, como Staphylococcus aureus – bactéria associada a várias infecções de pele, impetigo, foliculite, terçol, furúnculo, síndrome de pele escaldada estafilocócica, mastite puerperal e a celulite. Por isto, na aromaterapia, é bastante comum a utilização do óleo essencial de erva baleeira em blends e formulações para reumatismo, nevralgias (dor intensa na região da lesão envolvendo nervos), torcicolos (enrijecimento dos músculos do pescoço), contusões, dores musculares e como antisséptico de uso geral.

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Óleo Essencial de Erva Baleeira

Produto: Óleo Essencial de Erva Baleeira
Marca: QUINARÍ

Mostrando 8 comentários
  • Sonia
    Responder

    Muito bom artigo!
    Tenho duas perguntas:
    1) Gostaria de saber se o odor da substância pode irritar os olhos, pois senti meus olhos ardendo depois de aplicar o creme da Erva Baleeira no joelho.

    2) As propriedades antiinflamatórias podem ajudar a curar “água no joelho”?
    Ou seja, tem eficácia no aumento do líquido sinovial?
    Desde já agradeço as informações.

  • Filomena de Souza
    Responder

    Olá,gostei muito do artigo!
    Gostaria que vocês tirassem uma dúvida:existe estudos sobre toxicidade ou alergênico?Se usado as folhas em chá existe alguma interação medicamentosa?
    Agradecida desde já.
    Filomena Souza.

    • Hélio José
      Responder

      não irrita, passar a tintura (álcool e erva baleeira) em volta dos olhos elimina a conjuntivite quase que na hora.

  • maria
    Responder

    gostaria de saber se a baleeira faz bem pra quem tem artrose bem avançada, e quem tem diabete pode tomar..
    obrigado

  • Hélio Jose de Andrade Santos.
    Responder

    Pode, mas a uma sabedoria diz que não se pode colocar açúcar no chá de erva baleeira.

  • Hélio Jose de Andrade Santos.
    Responder

    Bom para combater a artrose e diabetes é o chá ou tintura das folhas da árvore pata-de-vaca de flor branca.

  • Hélio Jose de Andrade Santos.
    Responder

    tenho sementes e folhas de erva baleeira, da boa. E de capeba, ou pariparoba.

  • Valdecir
    Responder

    Preciso de/sementes de erva baleeira

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