Curso de Aromaterapia Online

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Óleos Essenciais e Aromaterapia

Os óleos essenciais são substâncias lipossolúveis, porém voláteis, que integram o metabolismo secundário das plantas – aquele que, ao contrário do primário, não está diretamente relacionado com o processo de crescimento, desenvolvimento e reprodução dos vegetais. Em geral, são produzidos por estruturas secretoras especializadas, tais como pelos glandulares, canais oleíferos, células parenquimáticas diferenciadas ou em bolsões, que podem estar por todas as partes da planta ou não. De acordo com Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, os óleos essenciais estão no domínio público por mais de 100 anos e atualmente cerca de 400 óleos são empregados na fabricação de cosméticos, produtos farmacêuticos, alimentos, bebidas, materiais de limpeza e na indústria dos perfumes. Destes, cerca de 100 óleos essenciais são regularmente empregados na aromaterapia contemporânea. A aromaterapia, conforme Jane Buckle (2014) em “Clinical Aromatherapy”, é uma terapia multifacetada que visa proporcionar bem-estar e/ou a cura de enfermidades por meio da utilização dos óleos essenciais, seja por inalação, aplicação tópica ou ingestão. É bastante popular na Europa, em especial na França e Inglaterra, e vem ganhando cada vez mais adeptos em todas as partes do mundo.

“Os óleos essenciais são comumente empregados de três formas distintas: por inalação, aplicação tópica ou ingestão.

Abordagem Britânica e Francesa

A palavra “aromaterapia” foi criada por René-Maurice Gattefossé, um engenheiro químico formado pela Universidade de Lyon e um dos primeiros estudiosos das propriedades terapêuticas dos óleos essenciais. Ela apareceu pela primeira vez na edição de dezembro de 1935 na revista “L’Parfumarie Moderne”, a qual também nomeou uma coluna de artigos escritos por Gattefossé ao longo de 1936. Em seguida, o termo “aromaterapia” foi também bastante utilizado por Marguerite Maury (1961), uma enfermeira, e por Jean Valnet (1976), um médico, que contribuíram imensamente para o avanço (e popularidade) da aromaterapia clínica, demonstrando a sua eficácia no tratamento de várias moléstias. De lá para cá, a aromaterapia se encorpou, ganhou (e vem ganhando) respaldo técnico-científico e, conforme já exposto, vem sendo praticada de 3 formas (em geral): 1) Inalação: é a mais rápida, prática e, via de regra, a mais segura. 2) Aplicação tópica: requer um maior nível de conhecimento sobre os óleos essenciais, em especial sobre suas propriedades terapêuticas e mecanismos de ação de seus principais constituintes. 3) Ingestão: exige um alto nível de conhecimento, a qual é expressamente contraindicada para leigos e profissionais amadores. Valnet, inclusive, já naquela época fazia constantes alertas a respeito do uso inadequado dos óleos essenciais. Quando entrevistado por Christine Scott para o International Journal of Aromatherapy em 1993, ele disse: “não é necessário ser um médico para usar a aromaterapia. No entanto, a pessoa deve conhecer o poder dos óleos essenciais para evitar acidentes e incidentes”.

Conforme Jane Buckle (2014) em “Clinical Aromatherapy”, os problemas de toxicidade envolvendo os óleos essenciais, quase sempre, estão relacionados ao uso irresponsável. Ainda assim, este número não é expressivo, indicando que os óleos essenciais – de uma maneira geral – são seguros. Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, por exemplo, afirmam que a probabilidade de ocorrência de uma dermatite de contato alérgica pelo uso tópico dos óleos essenciais é menor que 0,01% para a população em geral. No entanto, há exceções. Afinal, além da existência de pessoas naturalmente mais sensíveis à ação dos óleos, há óleos que não devem ser ingeridos ou aplicados puros sobre a pele. Em razão disto, com o tempo, surgiram 2 abordagens para a aromaterapia contemporânea: a britânica e a francesa. Basicamente, a abordagem britânica foca no uso tópico dos óleos essenciais, diluídos até 5%, a fim de proporcionarem, exclusivamente, o relaxamento e o bem-estar. Ou seja, na Inglaterra não existe a indicação de ingestão para os óleos essenciais, temendo, principalmente, complicações hepáticas. Já na França, os óleos essenciais são tradicionalmente utilizados no tratamento de doenças, como no caso de infecções, inflamações, desordens psíquicas (depressão, etc.) e outras, seja por inalação, uso tópico, ingestão ou administração retovaginal. Assim sendo, na abordagem francesa, é comum a indicação dos óleos essenciais por via oral, principalmente através de cápsulas de gelatina contendo três ou quatro gotas de óleos essenciais diluídos em algum óleo vegetal (carreador). Na França, aliás, raramente os óleos essenciais são empregados com o objetivo único de proporcionar relaxamento ou bem-estar.

Via inalação, a concentração de óleo essencial que atinge a circulação sistêmica é diretamente proporcional ao fluxo sanguíneo através dos pulmões, a taxa e profundidade dos movimentos respiratórios e a solubilidade dos constituintes presentes no óleo.

Curso de Aromaterapia Online

O Curso de Aromaterapia Online com Adriana Nunes Wolffenbüttel ensina a utilizar os óleos essenciais de maneira correta e consciente. É totalmente montado em vídeo aulas, com e-book para download, quizzes e artigos complementares onde, ao completá-lo, o participante recebe um  CERTIFICADO de 08 horas aula chancelado por ASTHA Cursos Especializados em Saúde.

Conteúdo:

● O que são óleos essenciais e onde eles se concentram nas espécies vegetais;
● Química dos óleos essenciais e os métodos de extração mais utilizados;
● Percepção neurológica dos aromas;
● Toxicidade e o uso seguro de óleos essenciais nas formulações;
● Uso veterinários dos óleos essenciais e suas aplicações terapêuticas;
● Frequências vibracionais e o holismo associado aos óleos essenciais.

(*) Adriana Nunes Wolffenbüttel é Bacharel em Química, Mestre em Engenharia Ciências dos Materiais, Química Toxicologista e Especialista em Óleos Essenciais.

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