Aromaterapia no Tratamento da Insônia

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Insônia

Insônia

De acordo com a American Sleep Association, a insônia pode ser definida como uma experiência subjetiva de sono inadequado (não reparador), com dificuldade em inicia-lo ou mantê-lo, podendo existir ou não despertares constantes ou precoces, que acabam por repercutir no funcionamento sócio-ocupacional diurno, causando ao paciente diversos transtornos, como fadiga excessiva, queda do rendimento, mudanças de humor, ansiedade, etc.

Aromaterapia

Aromaterapia

Conforme Jane Buckle (2014) em “Clinical Aromatherapy”, a aromaterapia é um tipo de tratamento multifacetado que visa proporcionar bem-estar e/ou a cura de enfermidades por meio do emprego dos óleos essenciais através da inalação, aplicação tópica ou ingestão.

Aromaterapia no Tratamento da Insônia

Aromaterapia no Tratamento da Insônia

Vários óleos essenciais demonstram resultados cientificamente comprovados contra a insônia, como os de neroli, rosa, camomila e cominho-preto. No entanto, o mais empregado e estudado para esta condição é o de lavanda, que produz efeitos ansiolíticos e o aumento do sono delta.

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Aromaterapia no Tratamento da Insônia

O sono é essencial para proteger a saúde física e mental do indivíduo, pois é através dele que ocorrem importantes processos biológicos, como a recuperação do tecido cerebral, conservação de energia, consolidação do aprendizado e o bom funcionamento da memória. Por isto, a interrupção destes processos, através da insônia, quase sempre traz consequências negativas ao indivíduo. De acordo com a American Sleep Association, a insônia pode ser definida como uma experiência subjetiva de sono inadequado (não reparador), com dificuldade em inicia-lo ou mantê-lo, podendo existir ou não despertares constantes ou precoces, que acabam por repercutir no funcionamento sócio-ocupacional diurno, causando ao paciente diversos transtornos, como fadiga excessiva, queda do rendimento, mudanças de humor, ansiedade, etc. Conforme Arrol (2012) em “Prevalence of causes of insomnia in primary care: a cross-sectional study”, a insônia, em seus diferentes graus, afeta cerca de 30% da população geral e estima-se que 40% destas pessoas (que sofrem de insônia) têm uma condição psiquiátrica existente. Arrol cita, por exemplo, que 50% dos participantes de seu estudo que tinham insônia, também tinham depressão. Hoje, inclusive, sabe-se que a insônia pode ser o “gatilho” para o início da depressão, esta doença que tanto prejudica a saúde dos neurônios. Além disto, a restrição do sono também pode desencadear quadros de obesidade, diabetes do tipo 2, bem como uma série de outros problemas de saúde. Afinal, estudos demonstram que o baixo nível noturno de melatonina, o hormônio do sono produzido e liberado pela glândula pineal, tem uma relação direta com o aumento da resistência à insulina. Assim sendo, vê-se que a insônia é uma condição patológica que merece bastante atenção e deve ser tratada tão cedo quanto possível, a fim de que haja o restabelecimento do sono reparador bem como de seus benefícios.

Aromaterapia no Tratamento da Insônia

A aromaterapia, conforme Jane Buckle (2014) em “Clinical Aromatherapy”, é uma terapia multifacetada que visa proporcionar bem-estar e/ou a cura de enfermidades por meio do emprego dos óleos essenciais através da inalação, aplicação tópica ou ingestão. É bastante popular na Europa e, a cada dia, vê-se um aumento no número de adeptos em todas as partes do mundo. No que se refere a insônia, vários óleos essenciais, a exemplo dos óleos de neroli, rosa, camomila e cominho-preto, demonstram resultados cientificamente comprovados contra a privação do sono, os quais vêm sendo indicados como tratamento “de escolha” ou coadjuvantes. No entanto, para a insônia, o óleo essencial mais empregado e estudado é o de lavanda. A saber, o óleo essencial de lavanda é um líquido oleoso amarelado extraído das partes aéreas da Lavandula angustifolia, planta que conforme Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, é um sinônimo botânico para Lavandula officinalis. Popularmente cultivada em regiões montanhosas, utiliza-se cerca de 200 Kg de flores para se extrair 1 Kg de óleo, cuja destilação geralmente ocorre por arraste de vapor e leva aproximadamente 1 hora. Na sua composição, de acordo com a ISO 3515/1987, há entre 25 e 45% de acetato de linalila (seu éster principal), 25 e 38% de linalol, 4 e 10% de cis-β-ocimeno, 2 e 6% de terpinen-4-ol, não mais do que 0,5% de cânfora e vários outros constituintes. É do perfeito equilíbrio destes constituintes, cada qual com o seu respectivo mecanismo de ação no organismo, e da sinergia resultante entre eles, que advêm as propriedades sedativas e calmantes deste óleo, tão utilizadas – inclusive por renomados hospitais – para a promoção do sono reparador. A exemplo disto, tem-se o caso da enfermeira Helen Passant. Tisserand (1998) em “Lavender beats benzodiazepines” conta que Passant – a responsável por introduzir a aromaterapia no Churchill Hospital na década de 80 – conseguiu reduzir em um terço a quantidade de medicamentos convencionais indicados para analgesia e sedação noturna ao substituí-los, gradualmente, por óleos essenciais de lavanda e manjerona.

Um estudo publicado em 2006 na U.S. National Library of Medicine mostrou detalhes dos efeitos fisiológicos da inalação dos isômeros quirais (+) linalol e (-) linalol por humanos. Neste estudo, conduzido pelo prestigiado Dr. Hoferl, um grupo de voluntários foi submetido a estes componentes em uma concentração inferior ao limite de detecção olfativa. Ou seja, não era possível perceber, através do olfato humano, o que havia no ar. Além disto, para evitar a influência subjetiva de suas expectativas, o grupo teste também não sabia sobre qual dos componentes, e em que momento, estavam sendo expostos. Ao término, os resultados indicaram claramente que ambos os isômeros exercem efeitos no sistema endócrino, com a redução do nível de cortisol no fluido oral, induzindo assim ao relaxamento. Ainda, o isômero (+) linalol demonstrou ser um agente ativador, quando avaliado frente à atividade eletrodérmica, aumentando o estado de alerta, e, o isômero (-) linalol demonstrou ser um agente relaxante, quando avaliado frente à atividade cardíaca, provocando o alívio do estresse. Por outro lado, o grupo controle, que nada recebeu, nenhum efeito apresentou – validando assim os resultados.

Óleo Essencial de Lavanda no Tratamento da Insônia

De acordo com Tisserand e Young (2014) no livro “Essential Oil Safety”, os componentes presentes no óleo essencial de lavanda, quando inalados, atingem a traqueia, passam pelos brônquios, vão para os bronquíolos mais finos e, por fim, chegam aos alvéolos – que são como “sacos microscópicos” onde as trocas gasosas com o sangue acontecem. Neste ponto, então, atingem a circulação sistêmica e vão para o SNC, local no qual exercem um efeito calmante e sedativo peculiar, em especial por conta do acetato de linalila e linalol. Este efeito, aliás, já vinha sendo observado e registrado há muito tempo, quando as palhas das lavandas (subproduto das primeiras destilações na Europa), reduziam – por si só, via inalação – o estresse de porcos durantes os trajetos para os abatedouros. Atualmente, tanto na França quanto na Inglaterra, este óleo vem sendo empregado com sucesso em hospitais, incluindo maternidades, com o objetivo de reduzir o estresse, proporcionar relaxamento e melhorar a qualidade do sono. Em 2011, por exemplo, Blyth (2011) em “Effect of lavender on the sleep of autistic children” demonstrou que o óleo essencial de lavanda, ao ser inalado por crianças com autismo, minutos antes de dormirem e por um período de 3 semanas, foi capaz de reduzir dramaticamente o número de vezes de “despertar”, melhorando a qualidade do sono e reduzindo as necessidades de atenção destas crianças, por parte dos pais ou responsáveis. Já Johannessen (2013) em “Nurses experience of aromatherapy use with dementia patients experiencing disturbed sleep patterns. An action research project.”, relata que este óleo, ao ser difundido todas as noites em lares residenciais para pacientes com demência, diminuiu a insônia e melhorou consideravelmente o estado de inquietude dos pacientes. Assim sendo, não só pela história – às vezes baseada apenas no empirismo, mas também pelas pesquisas, sempre foi consenso que o óleo essencial de lavanda, de fato, possui propriedades calmantes e sedativas – cujo mecanismo de ação começou a ser elucidado ainda na década de 90, por um estudo publicado por Elisabetsky.

Em 1995, Elisabetsky num estudo intitulado “Effects of linalool on glutamatergic system in the rat cerebral cortex” demonstrou que o óleo essencial de lavanda, quando administrado via oral por ratos na razão de 8,9 mg/Kg, era capaz de aumentar o tempo de sono induzido por pentobarbital de 21 a 37 minutos. E mais, elevando-se a dose para 200 mg/Kg, os efeitos eram comparáveis aos do diazepam, na razão de 2 mg/Kg. Neste momento, cogitou-se a possibilidade deste óleo, na sua plenitude, ter como mecanismo de ação principal algo semelhante aos medicamentos pertencentes ao grupo dos benzodiazepínicos, que são indicados para alívio sintomático da agitação, tensão e outras queixas somáticas ou psicológicas associadas com a síndrome da ansiedade – cujo diazepam faz parte. Valendo-se destas propriedades, em 2010, um laboratório alemão registrou e lançou no mercado um medicamento chamado Lasea Silexan®, cuja composição de cada cápsula é 80 mg ou 160 mg de óleo de lavanda, tendo o linalol e o acetato de linalila como constituintes principais. Este medicamento, de acordo com as pesquisas, ao ser ingerido diariamente (1 cápsula/dia por 14 dias), é tão eficaz quanto o benzodiazepínico lorazepam em adultos com desordem de ansiedade generalizada. Assim sendo, trata-se de um medicamento de via oral para o tratamento da ansiedade. Mais uma vez, o óleo essencial de lavanda estava sendo comparado a um benzodiazepínico. Inclusive, fazendo-se a conversão em gotas, a quantidade de óleo essencial em cada cápsula é de aproximadamente 1 gota para as cápsulas de 80 mg e de 3 gotas para as de 160 mg; o que coincide com a posologia da aromatologia francesa via oral de mais de 50 anos para o tratamento de insônia e ansiedade, conforme consta em livros como Aromathérapie, Traitement des maladies par les essences des plantes do Dr. Jean Valnet, publicado em 1964.

Entretanto, ao contrário do que se imaginava, a ação ansiolítica do óleo essencial de lavanda não ocorre como a de um benzodiazepínico, que se caracteriza pela ligação em receptores localizados no complexo GABA-a (ácido gama-aminobutírico), que aumenta a sensibilidade dos canais GABAérgicos e abre os canais de cloro (Cl-), permitindo o influxo deste ânion para dentro do neurônio e tornando a célula hiperpolarizada (reduzindo, com isto, a atividade do neurônio). Em vez disto, conforme citado por Tisserand e Young (2014) em “Essential Oils Safety”, estudos recentes sugerem que o óleo de lavanda possui um mecanismo de ação semelhante à pregabalina, que reduz o influxo de cálcio nos terminais pré-sinápticos em neurônios hiperexcitados do hipocampo, reduzindo dessa forma a liberação de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato – o que produz efeitos ansiolíticos e o aumento do sono delta, sendo também um potencial agente hipnótico em pacientes com fibromialgia. Assim sendo, a dependência, tal como a síndrome de abstinência, tão expressivas no uso de benzodiazepínicos, pode ser menor (e até inexistente) em alguns casos no tratamento com o óleo de lavanda. Além disto, pesquisadores também relatam um efeito neuroprotetor associado ao linalol e ao acetato de linalila, que foram observados no decurso de isquemias cerebrais e dor – e uma capacidade destes compostos em reduzirem os níveis de cortisol no sangue e na saliva. Isto é perfeitamente desejável, pois, o cortisol em excesso, além de prejudicar a saúde dos neurônios, colabora para a liberação de fatores inflamatórios que, por consequência, diminuem a capacidade imunológica total do organismo. Diante dos fatos, a ingestão do óleo essencial puro de lavanda, nas dosagens ora citadas, é considerada segura pelas autoridades sanitárias alemãs no tratamento da ansiedade – hoje através do Lasea Silexan®.

Dicas de uso a fim de obter um sono reparador:

• Pingar 4 gotas de óleo essencial de lavanda em um chumaço de algodão e colocá-lo próximo ao travesseiro;
Ou
• Pingar 2 gotas de óleo essencial de lavanda nos punhos e esfregá-los;
Ou
• Pingar 6 gotas de óleo essencial de lavanda em um difusor ultrassônico e liga-lo no quarto.

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Produto: Óleo Essencial de Lavanda
Marca: QUINARÍ
Registro na ANVISA: 25351.179912/2017-58

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