Aromaterapia no Tratamento da Depressão

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Depressão

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De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a “depressão é caracterizada por um transtorno mental capaz de levar o indivíduo a uma tristeza permanente e debilitante, fazendo-o perder o interesse por atividades que antes lhe eram prazerosas por duas semanas ou mais”.

Como Age

Como Age

A depressão é, basicamente, uma condição de origem multifatorial que – em algum grau – provoca um desiquilíbrio na quantidade (redução) e no funcionamento de alguns neurotransmissores, em especial da serotonina (5-HT), noradrenalina (NA) e dopamina (DA). Estes neurotransmissores, que são monoaminas bioquímicas, têm relação direta com a sensação de prazer e bem-estar – razão pela qual a diminuição destas substâncias no cérebro, por longos períodos, pode resultar neste quadro tão negativo, a depressão.

Óleos Essenciais Indicados

Óleos Essenciais Indicados

● Cravo
● Grapefruit
● Laranja
● Lavanda
● Limão
● Pitanga
● Sálvia Esclaréia

Escrito por Wagner Azambuja
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Depressão

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a “depressão é caracterizada por um transtorno mental capaz de levar o indivíduo a uma tristeza permanente e debilitante, fazendo-o perder o interesse por atividades que antes lhe eram prazerosas por duas semanas ou mais”. Ou seja, diferentemente de um estado momentâneo de tristeza ou perda de interesse, que é comum a todas as pessoas, a depressão perdura por longos períodos e pode resultar numa série de transtornos físicos e comportamentais que, já no curto prazo, são extremamente danosos à saúde, como alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário, autoestima e, em último grau, pensamentos suicidas. Sua origem é complexa e, muitas vezes, resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais, onde o número de pessoas atingidas, a cada ano, tem crescido num ritmo preocupante em face, sobretudo, dos hábitos de vida atuais. Em 2015, ainda conforme a OMS, o número de pessoas com depressão chegou a 322 milhões, 18,4% a mais que 2005, e tornou-se uma das doenças mais incapacitantes a nível mundial e, também, uma das mais caras. No Brasil, cerca de 5,8% da população sofre deste mal. É o maior índice da América Latina e o segundo maior das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos. O tratamento, geralmente, é baseado em medicamentos e/ou psicoterapia onde é cada vez maior – pela melhor compreensão de sua origem individual e pelos avanços farmacêuticos – a probabilidade de sucesso terapêutico, normalizando assim as alterações cerebrais causadas pela doença e a recuperação do indivíduo.

Por Dentro da Depressão

O estudo da depressão é antigo, no entanto, todos os anos saem novas publicações sobre esta doença graças aos avanços da medicina, que, obviamente, são possibilitados pelos avanços tecnológicos, como os da tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e tomografia por emissão de pósitrons (PET). A depressão é, basicamente, uma condição de origem multifatorial que – em algum grau – provoca um desiquilíbrio na quantidade (redução) e no funcionamento de alguns neurotransmissores, em especial da serotonina (5-HT), noradrenalina (NA) e dopamina (DA). Estes neurotransmissores, que são monoaminas bioquímicas, têm relação direta com a sensação de prazer e bem-estar – razão pela qual a diminuição destas substâncias no cérebro, por longos períodos, pode resultar neste quadro tão negativo, a depressão. Além disto, o hipotálamo do indivíduo depressivo, região cerebral que coordena a produção de hormônios em diferentes glândulas, entre outras funções, acaba “enviando uma ordem” para as adrenais produzirem ainda mais cortisol e outros derivados da cortisona. Este cortisol em excesso, que é o popular “hormônio do estresse“, além de prejudicar a saúde dos neurônios, colabora para a liberação de fatores inflamatórios que, por consequência, diminuem a capacidade imunológica total do organismo, deixando o indivíduo ainda mais susceptível a outras doenças. Aliás, a persistência deste estresse altera de tal forma a arquitetura dos circuitos neuronais que a própria anatomia cerebral acaba sendo alterada, a exemplo da redução das dimensões do hipocampo (atrofia hipocampal), estrutura envolvida na memória. É por isto que indivíduos depressivos podem, com a evolução da doença, apresentar problemas de memória (esquecimento) e déficits de atenção. Trata-se, na realidade, de um ciclo vicioso, afinal, sabe-se que o cortisol também induz a formação de uma enzima, a triptofano pirolase, a qual é capaz de destruir o triptofano antes que este atinja a glândula pineal. Com isto, a produção de melatonina, o “hormônio do sono“, acaba sendo negativamente afetada e a de serotonina também (voltando ao que foi colocado no início deste parágrafo), levando ao agravamento da doença.

Farmacologicamente, a depressão pode ser tratada por uma grande variedade de medicamentos, os quais são subdivididos, atualmente, por seus respectivos mecanismos de ação. Basicamente, todos visam – de alguma maneira – aumentar a concentração de neurotransmissores (5-HT, NA ou DA) na fenda sináptica pela inibição do metabolismo, bloqueio de recaptura neuronal ou atuação em autoreceptores pré-sinápticos. Dentre as principais classes, há duas que merecem destaque (pela popularidade). Antidepressivos tricíclicos (ADTs): esta classe, que têm como representantes a imipramina, amitriptilina, nortriptilina e outros, surgiu por volta de 1960 e praticamente dominou os tratamentos para a depressão até a década de 80. Basicamente, ela inibe de forma não seletiva a recaptura de monoaminas (principalmente NE, 5-HT e em menor proporção a NA) e desta maneira, por óbvio, ocorre uma maior concentração destes neurotransmissores do “prazer e bem-estar” na fenda sináptica. Contudo, com o tempo, observou-se que estes fármacos apresentavam diversos efeitos colaterais associados, em especial pelo bloqueio muscarínico, como boca seca, visão turva, obstipação e retenção urinária – podendo ocorrer também tremores nas mãos, sedação e um aumento da frequência cardíaca. Isto motivou, ainda mais, o desenvolvimento de novas classes – embora, é claro, os ADTs ainda sejam populares e, às vezes, a melhor opção para o paciente. Inibidores seletivos da receptação de serotonina (ISRSs): esta classe surgiu fruto da intensa pesquisa para encontrar fármacos tão eficazes quanto os ADTs, mas com efeitos colaterais reduzidos. Têm como representantes a fluoxetina, paroxetina e citalopram, e, como o próprio “nome” indica, inibem de maneira seletiva a receptação de 5-HT. Ou seja, aumentam a concentração de serotonina na fenda, enquanto que os outros neurotransmissores não são afetados. Com isto, uma parcela significativa dos efeitos colaterais associados aos ADTs foram eliminados, embora, é claro, ainda possam causar algum desconforto, como problemas gastrintestinais (como náuseas, dor abdominal e diarreia), efeitos neurológicos e alterações do sono. Obviamente há, além destas duas classes, várias outras – ainda mais modernas – que servem de opção, a critério do médico, para o tratamento da depressão. Contudo, todas elas, em algum grau, podem apresentar efeitos colaterais.

Na depressão, a maioria dos doentes possuem níveis significativamente aumentados de cortisol no plasma, urina e no líquido cefalorraquidiano e ainda hipertrofia da hipófise e da glândula adrenal.

Aromaterapia no Tratamento da Depressão

Infelizmente, há um número insignificante de artigos verdadeiramente científicos, em língua portuguesa (do Brasil), que tratam da aromaterapia, através da administração de óleos essenciais puros, como uma ferramenta para o tratamento da depressão. Vê-se, por outro lado, uma “enxurrada” de postagens mal elaboradas, inclusive com sérios erros de posologia, que abordam – no máximo – o aspecto “energético” dos óleos essenciais, sem qualquer fundamentação científica. Trata-se da mera, e desprezível, repetição de conteúdo sem nenhuma correlação técnica, que não vão além do “o óleo essencial de limão traz leveza e contentamento ao dia a dia”, “use óleo de gerânio para o pessimismo”, “grapefruit para melhorar a socialização e a tristeza infantil”, etc. Em face disto, esta é uma tentativa de expor, de uma maneira mais técnica, alguns pontos sobre o potencial terapêutico dos óleos essenciais como adjuvantes no tratamento da depressão, afinal, está comprovado que estes óleos naturais, de fato, auxiliam na recuperação do paciente depressivo. Porém, antes disto, é imprescindível o alerta de que a depressão é uma doença séria, e, por isto, deve ser diagnosticada e tratada por um profissional devidamente habilitado e qualificado. Também, que a aromaterapia não substitui, em hipótese alguma, quaisquer dos tratamentos convencionais a base de medicamentos e/ou psicoterapia – ainda que os óleos essenciais tenham demonstrado eficiência na redução de quadros depressivos. Ou seja, a aromaterapia é, neste caso, um adjuvante (um complemento) que, sem dúvida, maximiza os resultados positivos do tratamento, colaborando para a normalização das alterações cerebrais associadas à depressão.

De acordo com o estudo “Lemon oil vapor causes an anti-stress effect via modulating the 5-HT and DA activities in mice”, disponível na U.S. National Library of Medicine, o óleo essencial de limão (Citrus limonum), que é rico em limoneno, é capaz de aumentar a concentração de serotonina e dopamina na fenda sináptica de ratos, o que pode explicar as propriedades antidepressivas atribuídas a este óleo. Além disto, verificou-se neste mesmo estudo que a simples inalação do óleo de limão eleva o conteúdo de dopamina no hipocampo e de 5-HT no córtex pré-frontal e hipocampo destes animais, sugerindo, desta maneira, o mesmo padrão em humanos. Sim, é por isto que o óleo de limão traz leveza e contentamento ao dia a dia (rs!). Outro estudo, intitulado “Eugenol exhibits antidepressant-like activity in mice and induces expression of metallothionein- III in the hippocampus” demonstra que o óleo essencial de cravo (Eugenia caryophyllus), através do seu constituinte majoritário (o eugenol), exerce efeito antidepressivo em ratos por meio da inibição da enzima monoamina oxidase (MAO). Afinal, ao inibir a MAO, bloqueia-se um dos processos de degradação de monoaminas (5-HT, NA ou DA), resultando em maior concentração destas na fenda. Este é, inclusive, o mesmo mecanismo de ação dos antidepressivos comerciais brofaromina, moclobemida e toloxatona. Além disto, o óleo de cravo é capaz de aumentar o BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) no hipocampo, o que pode contribuir significativamente para o bom funcionamento da memória e aprendizagem, funções que são afetadas com a depressão. Já o “Endocannabinoid system and psychiatry: In search of a neurobiological basis for detrimental and potential therapeutic effects”, também publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, afirma que os óleos essenciais que contém beta-cariofileno, como o de pitanga (Eugenia uniflora), exercem efeitos antidepressivos por conta da relação deste componente (o beta-cariofileno) com os receptores canabinóides CB2; os mesmos que parecem ser os responsáveis pelas propriedades anti-inflamatórias da maconha. Afinal, o beta-cariofileno atua como um agonista dos receptores CB2, que também são expressos no cérebro e modulam estados depressivos e de ansiedade.

Eugenol       Limoneno

Segundo a publicação “Antidepressant-like effect of Salvia sclarea is explained by modulation of dopamine activities in rats”, o óleo essencial de sálvia esclaréia (Salvia sclarea) é capaz de aumentar, em ratos, a concentração de 5-HT e dopamina na fenda sináptica através de um esquema de modulação em seus receptores. Ainda, neste mesmo estudo, comparou-se o potencial antidepressivo deste óleo com outros, como de camomila romana (Anthemis nobilis) e alecrim (Rosmarinus officinalis) por meio de injetáveis (intraperitoneal, de 0.1 mL/100 g diluído em óleo de amêndoas) e inalações (20 mL de água quente com 1mL de óleo essencial). O resultado foi que o óleo de sálvia esclaréia, em comparação com estes (apenas), foi o que apresentou o melhor efeito antidepressivo, com respostas mais rápidas em relação à disponibilidade de neurotransmissores. Já em 2014, veio à tona a primeira publicação científica sobre os efeitos antidepressivos deste óleo, de sálvia esclaréia, em humanos. Neste estudo, vinte e duas mulheres na menopausa (com cerca de cinquenta anos) foram submetidas a sua inalação; onde, ao término, constatou-se um aumento nos níveis de serotonina – em alguns casos chegando a 800% – e, em paralelo, uma redução dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Por fim, tem-se a ação ansiolítica do óleo essencial de lavanda (Lavandula angustifolia) – já que, em alguns casos, a depressão pode estar associada a episódios de ansiedade. Neste caso, o óleo de lavanda atua reduzindo o influxo de cálcio nos terminais pré-sinápticos em neurônios hiperexcitados do hipocampo, diminuindo assim a liberação de neurotransmissores excitatórios, como o glutamato. Trata-se, aliás, de um mecanismo de ação semelhante à pregabalina – fármaco também empregado no tratamento da ansiedade. Ainda, o óleo de lavanda exerce uma ação neuroprotetora, que foram observadas no decurso de isquemias cerebrais e dor.

Há, obviamente, vários outros óleos essenciais com efeitos antidepressivos cientificamente comprovados. No entanto, lista-los, juntamente com os seus respectivos mecanismos de ação, tornaria este texto demasiadamente extenso e cansativo. Além disto, faz-se necessário comentar que estes óleos naturais não devem ser ingeridos sem a orientação de um profissional, o qual é, também, o responsável por idealizar o melhor esquema posológico – em associação com os medicamentos convencionais e psicoterapia. Isto é muito, muito, muito importante, afinal, somente um profissional qualificado, com conhecimento técnico-científico adequado, é capaz de evitar erros posológicos, como as “sobrecargas”. As “sobrecargas” podem ocorrer, por exemplo, quando se faz a associação, inadequada, de dois ativos com o mesmo mecanismo de ação, como o óleo essencial de cravo + brofaromina, que pode resultar num “super” bloqueio da MAO – e ser prejudicial ao paciente. Isto é muito sério. Na dúvida, os óleos essenciais devem ser utilizados apenas por via inalatória, que é, via de regra, a mais segura. Então, uso tópico e ingestão, apenas com a supervisão de um profissional qualificado! Além disto, é imprescindível que os óleos essenciais sejam de ótima qualidade e procedência, tais como os óleos essenciais da QUINARÍ, que são registrados na Anvisa e passam por um rigoroso controle de qualidade.

Em 2014 veio à tona a primeira publicação científica sobre os efeitos antidepressivos do óleo essencial de sálvia esclaréia em humanos. Neste estudo, vinte e duas mulheres na menopausa (com cerca de cinquenta anos) foram submetidas a sua inalação; onde, ao término, constatou-se um aumento nos níveis de serotonina – em alguns casos chegando a 800% – e, em paralelo, uma redução dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

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Showing 6 comments
  • Ana Paula
    Responder

    Vc poderia me dizer como eu posso usar estes outros olhos no tratamento da depressão ? bergamota, camomila romana, gerânio, lavanda, limão, melissa e sândalo – qual dosagem e mistura ideal ?

    • Mariai Helena
      Responder

      Olha Ana Paula, eu trabalho com os aromas e os resultados sao excelentes, vc pode fazer massagem aromática em cabine temos resultados ótimos, e em casa nos aromatizadores de ambiente e no colar aromático pessoal.

  • Viviane Lopes
    Responder

    Boa noite, li a materia sobre a depressao e como os oleos pode ajudar no tratamento, e gostaria de saber onde posso comprar este colar aromatico pessoal?

    Obrigada

  • deise fratucci
    Responder

    qual o aroma para ajudar na mente ou inteligencia para ajudar minha neta nos estudos a professor disse que e bom.

  • Marina Ambrasas
    Responder

    Por favor
    preciso de um spray aromático para depressão
    posso fazer uma composição dos OEs Lavanda, y ylang e sândalo
    para 100 ml 30 gotas de cada?
    Seria suficiente?

  • Lucas Biava
    Responder

    Gostaria de saber mais sobre o assunto. Onde posso encontrar esses artigos em inglês.

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