Aromaterapia no Tratamento da Asma

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Asma

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Doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade (HR) das vias aéreas inferiores e por uma limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento, a qual se manifesta clinicamente por episódios recorrentes de sibilância (assobio agudo durante a respiração), dispneia (desconforto respiratório), aperto no peito e tosse, particularmente pela manhã ou ao despertar.

Aromaterapia

Aromaterapia

É uma terapia multifacetada que visa proporcionar bem-estar e/ou a cura de enfermidades por meio do emprego dos óleos essenciais, seja por inalação, aplicação tópica ou ingestão. É bastante popular na Europa, e vem ganhando cada vez mais adeptos em todas as partes do mundo.

Aromaterapia e Asma

Aromaterapia e Asma

Na aromaterapia, vários óleos essenciais estão sendo utilizados no tratamento da asma, tanto como “tratamento de escolha”, nos casos mais brandos, como num sistema de complementação das terapias convencionais (adjuvante) nos casos mais graves. Dentre estes óleos, talvez o mais expressivo seja o de eucalipto globulus, que há séculos vem sendo indicado para problemas respiratórios diversos.

Escrito por Wagner Azambuja
Curso de Aromaterapia

Asma

De acordo com o III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, a asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade (HR) das vias aéreas inferiores e por uma limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento, a qual se manifesta clinicamente por episódios recorrentes de sibilância (assobio agudo durante a respiração), dispneia (desconforto respiratório), aperto no peito e tosse, particularmente pela manhã ou ao despertar. Basicamente, ela resulta da interação entre genética, exposição ambiental – tais como partículas de poeira, pólen, fumaça, etc. – e outros fatores específicos que levam ao seu desenvolvimento e a manutenção destes sintomas. O tratamento, em geral, envolve fármacos que podem ser divididos em duas categorias: 1) os que melhoram os sintomas agudos (como os β2-agonistas com rápido início de ação, a exemplo do salbutamol, o fenoterol e a terbutalina) e 2) fármacos de manutenção, que são usados na prevenção (como os corticosteroides inalatórios e sistêmicos, cromonas, antagonistas de leucotrienos, β2-agonistas de longa duração e teofilina de ação lenta). Pacientes com asma, também, devem tomar bastante cuidado com fármacos que contêm ácido acetilsalicílico, afinal, este é considerado um “gatilho” em até 30% dos casos mais graves e em até 10% de todos os casos. Por fim, com o tratamento adequado, a asma apresenta um bom prognóstico e a sua mortalidade, a nível mundial, é considerada baixa. No entanto, vem crescendo de maneira alarmante em algumas regiões, em especial nos países em desenvolvimento.

Leucotrienos e a Asma

Em 1938, Feldberg e Kellaway identificaram um mediador químico que causava contração nos tecidos pulmonares. Dez anos depois, um outro pesquisador, chamado Brocklehurst, demonstrou que este mesmo mediador era liberado após uma “provocação” imunológica. Brocklehurst chamou esta substância de SRS-A, de “slow-reacting substance of anaphylaxis” ou substância de ação lenta da anafilaxia. Assim sendo, conforme cita Alexandre Cardoso, da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro, a SRS-A se tornou o mediador “desconhecido” da asma, onde, mais tarde, foi possível identificar os elementos por trás da sua atividade biológica: os leucotrienos (ARLT). Estes leucotrienos, em síntese, são produzidos por diversas células, dentre as quais os neutrófilos, mastócitos, basófilos, eosinófilos, monócitos do sangue periférico e macrófagos pulmonares, e possuem vários tipos, como os LTC4, LTD4 e LTE4. Dentre estes três, os leucotrienos LTC4 e LTD4 possuem um efeito broncoconstritor 1000 vezes mais potente que o da histamina, o que, num indivíduo com asma, reduz a passagem de ar pelas vias aéreas em função da contração do músculo liso presente na parede brônquica. Já o LTE4 é menos potente, no entanto, apresenta um efeito mais prolongado nos receptores em relação aos outros. Juntos, estes três tipos de leucotrienos respondem pelas ações biológicas da SRS-A, caracterizada pela tão incômoda broncoconstrição. Inclusive, estudos em modelos animais afirmam que estes leucotrienos – além dos efeitos citados – também causam edemas e a hipersecreção de muco. Por esta razão, medicamentos que atuam como inibidores da formação de leucotrienos, tal como o zileuton, e antagonistas de leucotrienos, tais como o zafirlucaste e montelucaste, são tão importantes para o tratamento da asma.

Em 1938, Feldberg e Kellaway identificaram um mediador químico que causava contração nos tecidos pulmonares. Dez anos depois, um outro pesquisador, chamado Brocklehurst, demonstrou que este mesmo mediador era liberado após uma “provocação” imunológica. Brocklehurst chamou esta substância de SRS-A, de “slow-reacting substance of anaphylaxis” ou substância de ação lenta da anafilaxia.

Aromaterapia no Tratamento da Asma

A aromaterapia, conforme Jane Buckle (2014) em “Clinical Aromatherapy”, é uma terapia multifacetada que visa proporcionar bem-estar e/ou a cura de enfermidades por meio do emprego dos óleos essenciais, seja por inalação, aplicação tópica ou ingestão. É bastante popular na Europa e vem ganhando cada vez mais adeptos em todas as partes do mundo. Na aromaterapia, vários óleos essenciais estão sendo utilizados no tratamento da asma, tanto como “tratamento de escolha”, nos casos mais brandos, como num sistema de complementação das terapias convencionais (adjuvante) nos casos mais graves. Dentre estes óleos, talvez o mais expressivo seja o de eucalipto globulus, que há séculos vem sendo indicado para problemas respiratórios diversos. Basicamente, o óleo essencial de eucalipto globulus é um líquido oleoso incolor de forte odor medicinal que contém, naturalmente na sua composição, entre 65 e 83% de 1,8-cineol. O 1,8-cineol, neste caso (da asma), pode ser entendido como o ativo do óleo, afinal, embora exista a questão sinérgica com os demais componentes, quase sempre é o 1,8-cineol (de maneira isolada) que aparece nos estudos e nas publicações envolvendo este óleo e problemas respiratórios. Por exemplo: Worth e Dethlefsen (2012) em “Patients with asthma benefit from concomitant therapy with cineole: a placebo-controlled, double-blind trial” fizeram um estudo do tipo duplo-cego utilizando o 1,8-cineol, do óleo de eucalipto, em 247 pacientes com asma confirmada. Neste estudo, os pacientes foram distribuídos arbitrariamente em grupos que receberam 200 mg de 1,8-cineol ou placebo (via oral), três vezes por dia, durante seis meses. Ao término, concluiu-se que os pacientes que receberam o 1,8-cineol tiveram uma melhora significativa das funções pulmonares, dos sintomas da asma e da qualidade de vida em relação aos que receberam placebo (P=0,0027).

Mediante a publicação de estudos como este, de Worth e Dethlefsen, ficou claro que o 1,8-cineol, de fato, apresenta eficiência/eficácia no tratamento da asma. Todavia, seu mecanismo de ação neste sentido só começou a ser elucidado recentemente. De acordo com U. R. Juergens e colaboradores (2003), em “Anti-inflammatory activity of 1.8-cineol (eucalyptol) in bronchial asthma: a double-blind placebo-controlled trial”, o 1.8-cineol age suprimindo a produção de alguns mediadores, como o de leucotrienos (LT) LTC4 e LTD4 e seus precursores (5-HETE). Ou seja, tal como o zileuton, o 1,8-cineol impede a formação dos leucotrienos que, conforme já exposto, são os principais responsáveis pelo efeito broncoconstritor da asma, o qual reduz a passagem de ar pelas vias aéreas em função da contração do músculo liso presente na parede brônquica. Em outras palavras, o 1.8-cineol é capaz de atenuar as ações biológicas da SRS-A. Ainda, conforme de Paparoupa e Gillissen (2016) em “Is Myrtol® Standardized a New Alternative toward Antibiotics?”, o 1,8-cineol também interfere na ativação dos leucócitos, que, em linhas gerais, acaba por inibir o aparecimento de algumas moléculas que causam graves danos às células epiteliais alveolares, tal como as espécies reativas de oxigênio. Por fim, Beer (2017) em “Effects of 1,8-Cineole on the Activity of Cyclooxygenase and Cyclooxygenase 1 and Cyclooxygenase 2 Isoforms” relata que o 1,8-cineol também é capaz de inibir a liberação de TNF-alfa (o fator de necrose tumoral), tromboxano B2 e IL-1β, impedindo assim a hipersecreção mucosa ocasionada pela liberação de citocinas e a congestão dos vasos nos alvéolos pulmonares – resultante do aumento de leucócitos durante a inflamação aguda. Diante do exposto, vê-se que o 1,8-cineol, no caso da asma, atua em diversos processos biológicos que, quando combinados, realmente podem contribuir para a atenuação dos sintomas desta doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

1,8-cineol

O 1,8-cineol impede a formação dos leucotrienos que, conforme já exposto, são os principais responsáveis pelo efeito broncoconstritor da asma, o qual reduz a passagem de ar pelas vias aéreas em função da contração do músculo liso presente na parede brônquica.

Como Usar

Na Alemanha, o 1,8-cineol é comercializado em cápsulas de 100 mg para o tratamento de asma brônquica, sinusite e infecções respiratórias, o que equivale a mais ou menos a 1 gota de óleo essencial de eucalipto globulus. Neste caso, via oral, conforme Zimmermann (1995), em “The relative bioavailability and pharmacokinetics of standardized myrtol”, a biodisponibilidade do 1,8-cineol é de 95,6%, o que é bastante significativa. Biodisponibilidade, aqui, refere-se a “quantidade” e a velocidade na qual o óleo, ou os seus componentes, são absorvidos e tornam-se disponíveis para exercerem suas funções em sítios alvo do organismo humano. Isto significa que mesmo após atravessar o trato gastrointestinal (GI) e o fígado, num sistema conhecido como metabolismo de primeira passagem, o 1,8-cineol, após ingerido, chega na circulação sistêmica e, depois, em seus sítios alvo com 95,6% de sua estrutura química inalterada – portanto, pronto para agir. Todavia, como há relatos de reações adversas ao uso do 1,8-cineol por via oral, especialmente em crianças pequenas, esta via de administração deve ser cuidadosamente avaliada. Na realidade, ela só deve ser considerada quando houver uma indicação e acompanhamento profissional (médico, farmacêutico ou aromaterapeuta). Assim sendo, no caso da asma, a forma de uso mais segura e indicada é através da inalação. Na inalação, os componentes do óleo atingem a traqueia, passam pelos brônquios, vão para os bronquíolos mais finos e, por fim, chegam aos alvéolos – que são como “sacos microscópicos” onde as trocas gasosas com o sangue acontecem. É exatamente neste ponto que o óleo, ou os seus constituintes, atingem a circulação sistêmica, conforme explica Römmelt em “Pharmakokinetik ätherischer Öle nach Inhalation mit einer terpenhaltigen Salbe”. No caso do 1,8-cineol, após a inalação, as concentrações plasmáticas são bem significativas conforme demonstrou Jäger em “Pharmacokinetic studies of the fragrance compound 1,8-cineol in humans during inhalation”, que detectou de 459-1.135 ng/mL de 1,8-cineol no sangue de voluntários após a inalação (no ambiente) de 4 mL deste constituinte por 20 minutos. Ou seja, pela simples inalação, o 1,8-cineol – tal como ocorre com as frações presentes em outros óleos essenciais – atinge a circulação sistêmica de uma forma mais segura, onde, a partir disto, passa a exercer seus efeitos biológicos em favor do paciente com asma. Indicação de uso:

 Inalação, a partir dos 2 anos de idade
6 a 8 gotas de óleo essencial de eucalipto globulus em um difusor ultrassônico(*) com capacidade de 100 mL.
Vaporização por 15 minutos, 2x/dia, num ambiente com aproximadamente 20 m2.
(*) difusor ultrassônico é o mais indicado em aromaterapia, afinal, ao invés de calor, usa frequências elétricas para difundir (a frio) os componentes presentes nos óleos essenciais, sem degradá-los.

Para encerrar, é importante citar que o uso do 1,8-cineol, seja por quaisquer das vias de administração (inalação, ingestão ou tópico) não é indicado para crianças menores de 2 anos de idade. Afinal, conforme Takaishi (2012) em “1,8-cineole, a TRPM8 agonist, is a novel natural antagonist of human TRPA1”, o 1,8-cineol evoca uma corrente de entrada em células do tipo HEK293T que acaba por ativar os receptores TRPM8 (Transient Receptor Potential Melastatin8), que estão localizados em diversas estruturas celulares, abrangendo toda a cavidade oral, nas terminações do nervo trigêmeo e glossofaríngeo. Grosso modo, os receptores TRPM8 assumem um importante papel na detecção de temperaturas frias e na manutenção da temperatura corporal central. Assim sendo, o 1,8-cineol, ao ativá-los em excesso nas crianças pequenas acaba por estimular o nervo trigêmeo, que, por reflexo, reduz a frequência respiratória. Este é o “ponto de perigo”, pois esta redução pode evoluir, em último caso, para uma parada respiratória (o que é raro). De acordo com Gavliakova (2013) em “Analysis of pathomechanisms involved in side effects of menthol treatment in respiratory diseases”, crianças de até 2 anos não têm o controle da respiração e reflexos defensivos totalmente desenvolvidos e ajustados com o SNC (Sistema Nervoso Central), motivo pelo qual ocorre esta descompensação. Então, o 1,8-cineol, deve ser evitado nestes casos. Já para os demais, acima dos 2 anos, o 1,8-cineol pode ser um ótimo aliado no tratamento da asma, tanto como “tratamento de escolha”, nos casos mais brandos, como num sistema de complementação das terapias convencionais (adjuvante) nos casos mais graves.

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