Timol

Timol

Nome(s): Timol | Thymol
Fórmula Molecular: C10H14O
Número CAS: 89-83-8
Características: Componente cristalino e incolor com agradável odor medicinal
Fontes Naturais: Óleos essenciais de alecrim-pimenta, tomilho e outros
Aplicações: Medicamentos (antisséptico), produtos de higiene pessoal, domissanitários (desinfetante) e perfumes (nota quente e viva)

NO ATACADO: em torno de USD 27,80 /Kg (barricas 25 Kg) | Verificar a disponibilidade: (42) 99981 0808 ou (42) 99114 0808
[Ger]

Escrito por Wagner Azambuja

 

Timol

 

O timol, 2-isopropil-5-metil-fenol, é um componente cristalino e incolor naturalmente encontrado em algumas plantas, como no tomilho (Thymus vulgaris), no alecrim-pimenta (Lippia sidoides) e outras. Descoberto em 1719 pelo alemão Gaspar Neumann, trata-se de um composto fenólico derivado do fenilpropano com ligeira solubilidade em água e um forte, mas agradável, aroma medicinal. Também solúvel em álcoois e soluções aquosas fortemente alcalinas (devido à desprotonação do fenol), possui densidade de 0,96 g/cm3, ponto de ebulição em 232 oC e, sinteticamente, pode ser obtido a partir de diversos elementos – como do p-cimeno, e através de uma rota que utiliza isopropanol e m-cresol mediado por um catalisador comercial. De acordo com a literatura, o timol apresenta propriedades carminativas, anti-espasmódicas, expectorantes e anti-inflamatórias, podendo ser utilizado como anestésico e estabilizador do halotano. Além disto, o timol ainda demonstra um significativo potencial anti-séptico, sendo utilizado para inibir a proliferação de microorganismos há muitos e muitos anos. Os antigos egípcios, por exemplo, utilizavam uma preparação que levava tomilho para reduzir a ação dos germes e das bactérias no interior dos sarcófagos e, na Idade Média, ramos de tomilho eram levados pelos juízes aos tribunais com o objetivo de afastar infecções.

 

Sabe-se que os fenóis reagem com bases fortes, ácidos e anidridos, razão pela qual não se doseiam os ésteres e os alcoóis nos óleos essenciais fenólicos (a menos que tenham sido desfenolados).

Aplicações

 

Principalmente por conta de seu potencial anti-séptico, o timol – nos últimos anos, tem sido largamente utilizado pelas indústrias farmacêutica e de higiene pessoal em diversas formulações. Atualmente, por exemplo, é comum o seu emprego em cremes e desinfetantes bucais, pomadas descongestionantes e pastilhas que aliviam a tosse e a irritação na garganta. É ele o principal componente do “Euthymol”, creme dental distribuído pela Johnson & Johnson que ajuda a prevenir úlceras orais. Também, está presente no Listerine, um dos anti-sépticos bucais mais vendidos nos Estados Unidos, no Vick VapoRub e nas deliciosas pastilhas Valda. Além disto, pesquisas ainda demonstram que o timol, por meio da depressão de correntes de Na+ voltagem-dependentes, apresenta atividade bloqueadora sobre a condução de impulsos nervosos num mecanismo similar à lidocaína, um anestésico local clássico bastante utilizado na prática clínica. Com isto, torna-se possível associar – numa única e simples molécula, potencial anestésico e antisséptico de largo espectro, algo muito promissor. O timol ainda tem sido utilizado com sucesso no controle de ácaros Varroa destructor, um parasita externo capaz de devastar colônias inteiras de abelhas, e como agente antifúngico para as unhas dos pés e das mãos em seres humanos. Neste sentido, inclusive, está comprovado que o timol, quando associado com o fluconazol – antimicótico pertencente a classe dos antifúngicos triazólicos, é capaz de aniquilar algumas espécies de fungos que já desenvolveram algum grau de resistência ao fluconazol, isolado.

Ainda na farmacologia, pesquisas tem evidenciado o timol é capaz de estimular as ações agonistas do pentobarbital e do propofol, fármacos que atuam nos receptores de GABA (ácido gama-aminobutírico), subtipo GABA A. O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro, o qual está presente em uma parte considerável das sinapses do SNC, e até o momento não se conhece, com exatidão, como o timol potencializa estes receptores. Diante disto, novos estudos estão em curso, afinal, tal característica abre caminhos para o desenvolvimento de novos sedativos e anestésicos comerciais. Como já exposto, o timol mostra-se um agente antibacteriano promissor dada a sua estrutura fenólica, com eficácia comprovada contra cepas de Aeromonas hydrophila, Staphylococcus aureus e outras. É, inclusive, utilizado como ponto de partida para a fabricação do biclotimol, fármaco com ação bactericida e bacteriostática empregado no tratamento de faringites agudas e crônicas e amigdalites. Por fim, o timol ainda tem sido explorado pela indústria de defensivos agrícolas do tipo “ecologicamente corretos“, afinal, pós aplicação, ele degrada-se rapidamente no ambiente – com DT50 de 16 dias em água e 5 dias no solo, números bem melhores que diversos outros pesticidas químicos residuais. A natureza agradece!

QuimicaFinaDrums

Showing 3 comments
  • Catarina Santos
    Responder

    Boa tarde, gostaria de saber:

    Na luta contra a varroa por hectare quantas gramas de essencia de timol se pode usar?

    cumprimentos

  • Maria das Graças Pires de Almeida
    Responder

    Boa noite…

    Achei bem interessante esse texto, trabalho com o timol, se possível, gostaria das referencias dessa abordagem sobre o timol.

    Att,

  • luciano santos
    Responder

    Boa Tarde,
    Estou tentando introduzir no Brasil um produto que comercializamos no exterior: protetor de escova de dentes com timol. Por favor, sabem informar se a comercialização do timol está sujeita a aprovação ou notificação a Anvisa?
    Att

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