Óleo Essencial de Tea Tree (Melaleuca)

Óleo Essencial de Tea Tree
icon-gotaNome:
Óleo Essencial de Tea Tree / Óleo Essencial de Melaleuca / Tea Tree Essential Oil
icon-plantaNome Científico:
Melaleuca alternifolia
icon-microscopioComponente de Destaque:
Terpinen-4-ol
icon-fichaDescrição:
Líquido amarelado com odor semelhante a pinho.
icon-potePrincipais aplicações:
Bastante utilizado na Austrália para os mais variados fins. Chegou, inclusive, a ser incluído nos kits militares de primeiros socorros. Trata-se de um poderoso antisséptico, sendo capaz de atuar contra um grande número de fungos e bactérias. Demonstra eficácia no combate ao vírus do molusco contagioso. É eficaz contra a acne, sendo bastante incorporado a géis secativos, e existe uma grande expectativa deste óleo em relação ao câncer (carece, ainda, de comprovação científica).

NO ATACADO: em torno de USD 248,00 /L | Verificar a disponibilidade: (42) 99981 0808 ou (42) 99114 0808

Escrito por Wagner Azambuja

 

Tea Tree (Melaleuca)

 

O tea tree (Melaleuca alternifolia), ou apenas melaleuca, é uma pequena árvore nativa da Austrália que se assemelha ao cipreste. Encontrada em áreas pantanosas, pode crescer até 6 metros de altura e possui grande vitalidade, pois continua a florescer mesmo quando derrubada; estando pronta para o corte após dois anos. Na Austrália, vem sendo utilizada há séculos; primeiro pelos aborígenes, no tratamento de diversos problemas de pele, e, agora pelos médicos (australianos). Durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive, o tea tree foi incluído nos kits militares de primeiros socorros e em fábricas de munição para tratar de ferimentos dos soldados daquele país. Em 1927, a árvore chegou a Europa, e, logo em seguida, despertou a atenção da população por conta de suas propriedades; em especial antissépticas. Pouco tempo depois, estudos na Austrália, Estados Unidos e França comprovaram a sua eficiência terapêutica, momento em que o tea tree – bem como seu óleo essencial – passou a ser utilizado em massa para os mais diversos fins.

 

 

Na Austrália, o plantio de tea tree é realizado através de mudas, geralmente em espaçamentos adensados, para permitir elevados rendimentos de biomassa para extração de óleo. Recomenda-se, então, de 1 a 1,5 m entre as linhas e de 0,5 a 1 m entre as plantas, sendo necessárias de 6.670 a 20.000 plantas/ha. Assim, a primeira colheita geralmente ocorre entre o quinto e o sexto mês após o plantio, sendo repetida em intervalos de aproximadamente 4 meses (3 vezes por ano). Elas devem ser realizadas cortando-se a planta cerca de 5 a 10 cm acima do solo, de preferência pela manhã, quando o rendimento de óleo essencial é maior – lembrando que a destilação deve ocorrer no mesmo dia da colheita.

Óleo Essencial de Tea Tree (Melaleuca)

 

O óleo essencial de tea tree (melaleuca) é um líquido amarelado, de odor característico, extraído por arraste de vapor das folhas e ramos terminais desta planta. Seu rendimento médio é de 1 – 2% em óleo, e, para a extração, costuma-se picotar os galhos e folhas com o intuito de compactar a biomassa. De acordo com a ISO 4730-2004, o óleo deve apresentar mais de 30% de terpinen-4-ol (seu biomarcador), menos de 15% de 1.8-cineol, entre 10 a 28% de gama-terpineno e 0,5 a 12% de p-cimeno. Todavia, há três quimiotipos populares de tea tree. Terpinen-4-ol: é o quimiotipo mais comum no Brasil e na Austrália e apresenta, como seu próprio nome diz, o terpinen-4-ol como elemento principal, variando de 30 a 45% (portanto dentro da ISO). 1.8-cineol: este quimiotipo é, geralmente, de origem chinesa e pode conter até 15% desta substância, a mesma do óleo de eucalipto globulus. Terpinoleno: também de origem australiana, que contêm até 15% deste composto.

Terpinen-4-ol

Abaixo, segue uma tabela com a especificação do óleo de tea tree (melaleuca), quimiotipo terpinen-4-ol, conforme a ISO 4730-2004:

Óleo Essencial de Melaleuca

Propriedades do Óleo Essencial de Tea Tree (Melaleuca)

 

Em 1920, um químico australiano chamado Dr. A. R. Penefold declarou que o óleo essencial de tea tree (melaleuca) possuía um potencial cerca de 11 a 13 vezes maior que o ácido carbólico (fenol) para matar fungos e bactérias. Este potencial antisséptico, no entanto, foi comprovado na sequência, por um estudo realizado pelo Australian Tea Tree Oil Research Institute em parceria com a University of Western Sydney (UWS), na Austrália. Naquela época, eles descobriram que o terpinen-4-ol, o principal “ativo” do óleo de tea tree, seria o componente responsável por esta atividade, a qual é exercida da seguinte maneira: rompimento da membrana da célula do microrganismo; formação da bolha extracelular na superfície da membrana; vazamento do citoplasma e inibição da respiração. Por conta disto, o óleo é, sim, capaz de combater com eficácia infecções bacterianas e fúngicas, como aquelas causadas por Candida albicans. Comprovou-se, ainda, que o óleo de tea tree ajuda a amenizar a otite, uma infecção no ouvido médio, normalmente associada a problemas nas amígdalas. Também pode atenuar inflamações nos intestinos, como a enterite, e ajuda a expelir parasitas intestinais.

Em um outro estudo, o óleo essencial de tea tree (melaleuca) demonstrou ser eficaz contra a acne. Nesta pesquisa, o óleo reduziu em mais de 40% os quadros de acne suave a moderada por meio da utilização de um gel de tea tree por seis semanas. Comprovou-se, também, que este gel tinha um grau de eficácia similar ao do peróxido de benzoíla, com uma incidência bem menor de efeitos colaterais. Em 2012, criou-se ainda mais expectativas em torno deste óleo, afinal, um estudo publicado no US National Library of Medicine apresentava resultados promissores contra o câncer de pele. Nesta pesquisa, o óleo, que foi diluído a 10% em DMSO e aplicado topicamente, demonstrou um efeito ativador da resposta imunológica na área afetada com ação direta também sobre as células tumorais in vivo. Nos melanomas, também foi demonstrado que ele consegue interferir em processos de migração e invasão de células sensíveis e não-sensíveis a medicamentos.

Gel Secativo para Acne:

● Óleo essencial de tea tree 1%;
● Óleo essencial de lavanda 0,5%;
● Óleo-resina de copaíba 3%;
● Extrato de própolis 5%;
● Extrato de calêndula 5%;
● Nicotinamida 4%;
● Gel qsp 30g;
Aplicar no rosto limpo, evitando a região dos olhos.

Em um outro experimento, o óleo essencial de tea tree (melaleuca) demonstrou espantosa eficácia contra o molusco contagioso (MCV), uma doença dermatológica causada por um vírus da família Poxviridae, a mesma do vírus da varíola, caracterizada pelo surgimento de tumores claros sobre a pele, como verrugas, que podem apresentar dor e/ou irritação. Neste caso, o óleo reduziu o número de lesões do MCV por volta de 90% em 9 de 16 crianças testadas; sem qualquer ocorrência de dor, algo bem diferente do que ocorre com a curetagem. Aliás, o terpinen-4-ol é o principal elemento do produto “Molluscum No More”, comercializado nos Estados Unidos. Por fim, pesquisadores australianos demonstraram que este óleo, em uma pequena concentração (0,25%), é capaz de inibir o crescimento da bactéria Staphylococcus aureus, e, numa concentração um pouco maior (0,5%), é eficaz contra cepas de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina (ou MRSA), uma super bactéria encontrada em ambiente hospitalar responsável por milhares de mortes todos os anos.

O mecanismo de ação do terpinen-4-ol, principal ativo do óleo essencial de tea tree (melaleuca), ainda não foi totalmente esclarecido pela comunidade científica no que se refere aos vírus. Todavia, uma pesquisa chinesa com o vírus influenza, causador da gripe, demonstrou que o terpinen-4-ol é capaz de combinar-se com a hemaglutinina (HA), uma glicoproteína que tem como principal função ligar o vírus ao receptor da célula hospedeira. Desta maneira, cria-se uma “perturbação” no processo de fusão, o que impede o vírus de atacar e entrar em novas células. É possível que o mesmo processo ocorra com o vírus do molusco contagioso.

 

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Showing 7 comments
  • Ednaldo Queiroga de Lima
    Responder

    Os Óleos Essências e Carreadores faz parte da alma da planta, portanto, sua importância na farmacologia, fitoterapia, fitoprodutos e profilaxia de muitas doenças, é e será sempre um grande caminho para a qualidade de vida da humanidade. Prof Dr Queiroga

  • Gustavo
    Responder

    Olá. Gostei muito desse artigo pois gosto muito desse óleo. Eu havia sido diagnosticado com dermatite seborreica e tenho usado ele e tem funcionado maravilhosamente bem. Eu gostaria, se possível, você analisasse minha receita que fiz onde aplico diariamente duas vezes ou uma vez no meu rosto. Gostaria apenas de uma opinião, se possível. Numa garrafa de 500 ml coloco 25% de vinagre de maçã e o restante de água. Coloco dez gotas do óleo vegetal de coco. E com essa mistura aplico diariamente no rosto com algodão um ou duas vezes. Gostaria de saber se .existe algum feito colateral ou mais alguma informação importante que você possa me dar. Muito obrigado pela atenção.

    • João Freire
      Responder

      Prezado Gustavo, não há nada de errado com a sua formulação. De repente, você poderia ascrescentar algumas gotas de óleo vegetal de semente de uva; para alavancar a emoliencia. PS: o vinagre de maçã + OE melaleuca, aliás, vêm sendo empregado com sucesso em casos de molusco contagioso. Um grande abraço!

  • Gustavo
    Responder

    me esqueci de dizer o mais importante: coloco duas ou três gotas do óleo essencial tea tree.

  • Jéssica Carvalho
    Responder

    Olá, achei muito interessante o artigo! Apesar de ser adulta, tenho molusco e meu alergologista indicou que eu passasse iodo, mas ao pesquisar na internet vi que o iodo arde e queima (já tive essa experiência com a utilização de um ácido que foi extremamente dolorido e me deixou com cicatrizes). Então, gostaria de saber de o oleo de Melaleuca arde e queima, qual a concentrãção que devo comprar e como passá-lo. Muito obrigada!

    • cristiane
      Responder

      Estou lendo a respeito do uso do óleo para tratamento do molusco contagioso.
      Usar diretamente na pele 3 vezes ao dia.
      Como e na minha filha de três anos, estou misturando 1 gota em pequena porção de creme hidratante e aplicando 3 vezes ao dia, tenho medo de irritar a pele.
      Estou gostando do resultado.

  • claudia
    Responder

    Gostaria de saber a indicação de concentração e aplicação do óleo de melaleuca para usar em fungos nas unhas (micoses persistentes)

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