Óleo Essencial de Alecrim

Óleo Essencial de Alecrim
icon-gotaNome:
Óleo Essencial de Alecrim / Rosemary Essential Oil
icon-plantaNome Científico:
Rosmarinus officinalis
icon-microscopioComponente de Destaque:
1,8-Cineol / Eucaliptol (eucalyptol)
icon-fichaDescrição:
Líquido incolor ou ligeiramente amarelado com um intenso odor fresco.
icon-potePrincipais aplicações:
Na fabricação de fragrâncias e perfumes (notas frescas), de cosméticos – como tônico capilar, sendo capaz de prevenir a queda de cabelos e a caspa, e de alimentos/bebidas, como flavorizante. Na aromaterapia, é utilizado como estimulante mental e como agente antisséptico.

NO ATACADO: em torno de USD 48,00 /L (QT cineol) | Verificar a disponibilidade: (42) 99981 0808 ou (42) 99114 0808

Escrito por Wagner Azambuja

 

Alecrim

 

O alecrim (Rosmarinus officinalis) se apresenta como um arbusto lenhoso, de porte ereto, pouco ramificado, com até 1,5 m de altura. As folhas são opostas, sésseis, simples, lineares, coriáceas e muito aromáticas, medindo de 1,5 a 4 cm de comprimento por 1 a 3 mm de espessura. As flores são hermafroditas, diclamídeas, pentâmeras, fortemente zigomorfas, bilabiadas e apresentam coloração azulada, com forte aroma. O fruto é do tipo aquênio, de forma ovóide. Na Espanha, floresce de fevereiro até novembro, ou seja, durante a primavera, verão e outono. Já em condições tropicais, floresce o ano todo, e, no Sul do Brasil, de fins de agosto até o fim do verão. O alecrim tem forte ligação com a Virgem Maria. Dizem que, quando a Sagrada Família fugia dos soldados de Herodes, Maria estendeu o manto azul para secar sobre um pé de alecrim de flores brancas, mas, quando removeu o manto, as flores tinham ficado azuis em sua homenagem. Também ligado à antiga magia, o alecrim já foi chamado de folha-dos-elfos. Penduravam-se seus ramos em volta da casa para manter a distância ladrões e bruxas e para impedir que as fadas entrassem e roubassem bebês.

 

 

O alecrim pode ser cultivado a partir de sementes ou por estaquia, com espaçamento entre as plantas de 80 cm, em média. Cresce melhor em solos calcários de pH neutro ou pH levemente alcalino (pH 7 a 7,8), mas é tolerante quanto ao pH e o tipo de solo. Sua primeira colheita deve ser feita após um ano de plantio. Recomenda-se cortá-lo acima de 15 cm do solo para o rebrote, mas também há indicações de corte raso, rente ao solo, o que proporciona maior produção de folhas e menos ramos. Como o seu crescimento é lento, indica-se apenas uma colheita por ano ou ainda em anos alternados, conforme observações de sua rebrota. Para a extração de seu óleo essencial, opta-se pelo corte na fase de floração, período no qual há maior concentração de metabólitos secundários e, portanto, maior rendimento em óleo. Ainda assim, seu rendimento é considerado baixo, variando de 0,5 – 1,2% sobre a matéria prima vegetal e tem-se na Itália, Espanha, França, Tunísia e países da antiga Iugoslávia seus maiores produtores mundiais. Ainda, o óleo de alecrim possui três quimiotipos principais, o QT1 normalmente vindo da Espanha e que apresenta alto teor de cânfora – um estimulante mental, o QT2 produzido na França, Inglaterra e Índia com maior teor de 1.8-cineol ou eucaliptol – um poderoso expectorante e descongestionante e o QT3 extraído somente na França cujo ativo majoritário é a verberona que atua em problemas hepáticos e de vesícula. Este artigo, entretanto, focará apenas no QT2, rico em 1.8-cineol.

Por ser uma espécie de origem do Sul da Europa, Norte da África e sudoeste da Ásia, o alecrim desenvolve-se melhor em climas temperados quentes, com dias longos.

Óleo Essencial de Alecrim

 

O óleo essencial de alecrim é extraído por destilação a vapor e exala um forte e agradável aroma canforáceo. Na indústria, é empregado, sobretudo, na saboaria devido à sua estabilidade em meio alcalino e para melhorar o odor de vários produtos, como detergentes, ceras, etc. Os de qualidade superior, entretanto, são empregados na aromatização de produtos alimentícios. Já na aromaterapia, este óleo age como antimicrobiano, descongestionante e estimulante da memória, combatendo o cansaço mental. Na Grécia antiga, inclusive, os estudantes entrelaçavam os cabelos com alecrim quando estudavam para os exames. De fato, não existe comprovação científica sobre os possíveis efeitos positivos desse costume grego, entretanto não há como negar: eles acreditavam no poder estimulante da planta e, de uma forma ou de outra, tal “costume” até hoje persiste, agora, com seu óleo. O óleo contêm alfa-pineno, nopineno, canfeno, limoneno, cariofileno e outros terpenos, cineol, cânfora, borneol, em parte esterificado pelo ácido acético, e verbenona. Os componentes dominantes são os hidrocarbonetos, o cineol encontra-se, por vezes, em quantidades apreciáveis, 17 a 32% nos óleos da Itália e 40% nos da Tunísia. E a cânfora, por fim, sempre aparece em quantidades pequenas, 4 a 5%.

É importante não confundir as atividades farmacológicas de uma planta rica em óleo essencial com as propriedades farmacológicas do óleo dela extraído. O óleo essencial de alecrim, por exemplo, é comprovadamente antibacteriano. Por exemplo: uma pesquisa realizada no Estado do Paraná utilizando cepas de E. coli resistentes a ampicilina (AMP-10) e tetraciclina (TET-30) e cepas de Salmonella spp. resistentes a nitrofurantoína (NIT-300) em sinergia com este óleo demonstrou resultados promissores frete ao potencial antimicrobiano destes ativos. Neste estudo, discos contendo estes antibióticos foram embebidos com 10μL e 20μL de óleo bruto, que, em seguida, foram colocados em placas de Petri estéreis contendo ágar Mueller-Hinton. Em todos os casos, observou-se uma potencialização da atividade antimicrobiana destes ativos, os quais tiveram maior expressividade contra as cepas de Salmonella spp. – cujos halos de inibição chegaram a ser maiores que 20 mm. Tal fato, além de demonstrar o potencial antibacteriano do óleo (atrelado, aí, ao cineol e outros elementos), também demonstra a sua ação sinérgica com outros compostos antimicrobianos comerciais; propriedade que pode ser explorada das mais diversas formas. Já a infusão da planta é empregada com sucesso no tratamento sintomático de problemas digestivos diversos, por suas propriedades antiespasmódicas e coleréticas devido à presença de compostos fenólicos.

Cineol

(*) o canfeno, presente neste óleo, é o hidrocarboneto mais importante do grupo canfano, ao lado dos respectivos oxigenados, em particular do borneol e da cânfora.
(*) o óleo essencial de alecrim precisa ser diluído antes de qualquer aplicação e não deve ser utilizado durante a gravidez, pois estimula a menstruação.

Cabelos Lindos com Óleo de Alecrim

 

O óleo de alecrim rico em cineol também é um tônico capilar, capaz de prevenir a queda de cabelos e a caspa. Tais propriedades tornaram-se evidentes quando pesquisadores confirmaram a ação vasodilatadora do cineol, através do bloqueio dos canais de cálcio (impedindo, assim, o influxo deste íon), em um estudo que avaliava o efeito cardiodepressor deste elemento. Ou seja, dada a propriedade vasodilatadora do cineol, o óleo de alecrim contribui significativamente para a melhora da vascularização local, o que se traduz numa melhora da qualidade dos fios – ajudando no controle da queda. Já no caso da caspa (dermatite seborreica), o óleo pode ajudar por conta de sua propriedade adstringente, atuando, assim, no controle da oleosidade (exercendo o efeito de limpeza). Por esta razão, cabelos secos não devem ser “tratados” com este óleo, o qual é indicado para cabelos fracos (queda) e/ou com caspa.

Formulação com óleo de alecrim para cabelos fracos (queda) e/ou com caspa:

● 5ml de óleo vegetal de abacate;
● 2 gotas de óleo essencial de alecrim.
Passar nos cabelos, massagear o couro cabeludo e deixar agir por 10 minutos.

Óleo Essencial de Alecrim e a Doença de Alzheimer

 

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 47,5 milhões de pessoas convivem com algum tipo de demência, sendo que a doença de Alzheimer é a responsável por cerca de 70% dos casos. Nesta condição, observa-se no cérebro um acúmulo de placas formadas pela proteína beta amiloide, cuja aglutinação entre os neurônios acaba impedindo a transmissão dos sinais, prejudicando assim a atividade neural. No cérebro destes pacientes, inclusive, há um excesso de íons metálicos como alumínio, cobre, ferro e zinco em concentrações que chegam a ser de 3 a 5 vezes maior em comparação com o cérebro de pessoas saudáveis. São estes íons, que nas diversas etapas do processo, acabam contribuindo para a agregação das beta amiloide, e também para a sua citotoxicidade. De acordo com estudos publicados na U.S. National Library of Medicine, a exemplo do “An In Vitro System Comprising Immortalized Hypothalamic Neuronal Cells (GT1-7 Cells) for Evaluation of the Neuroendocrine Effects of Essential Oils”, alguns óleos essenciais, como o de alecrim, contribuem significativamente para a proteção destes neurônios, protegendo-os dos efeitos tóxicos destes íons metálicos. No caso do alecrim, observou-se melhores resultados em relação ao zinco, mas outros óleos, como o de limão siciliano, mostraram maior atividade protetora contra a neurotoxicidade induzida pelo alumínio. Neste estudo, em específico, foram utilizadas células neuronais hipotalâmicas imortalizadas (células GT1-7) – resta saber, agora, se a simples inalação destes óleos poderá ajudar no controle do avanço desta doença (Alzheimer).

 

Outros Óleos de Alecrim

 

O alecrim-pimenta (Lippia sidoides), da família Verbenacea, é uma planta medicinal nativa da caatinga do Nordeste do Brasil. Ocorre no sertão nordestino, sobretudo nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Seu gênero, Lippia, possui cerca de 200 espécies de ervas, arbustos e pequenas árvores que são naturais da América do Sul e Central. Os primeiros relatos de extração do óleo de alecrim-pimenta foram feitos pelo grupo de pesquisas do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará, em agosto de 1977, em exemplar coletado na região de Jucuri-RN. Na época, o alto rendimento em óleo, chegando em alguns casos a 4%, e a sua peculiar composição química, despertou o interesse de muitos pesquisadores. Atualmente, sabe-se que a Lippia sidoides apresenta vários quimiotipos, porém, são os óleos ricos em timol (até 95%) e carvacrol (até 50%) os mais procurados em alguns mercados, como o de aromaterapia. Afinal, o timol é uma substância de alto poder antimicrobiano, agindo eficazmente contra um grande número de bactérias, fungos, parasitas e vírus. Além disto, demonstra propriedades igualmente hepatoprotetoras, anticancerígenas e imunoestimulantes, agindo como recrutador de linfócitos no combate a infecções. Este óleo, ainda, apresenta ótimos resultados contra a acne; razão pela qual uma destilaria localizada na cidade de Horizonte/CE, extraiu e exportou (por alguns anos) este óleo para a AVEDA, nos Estados Unidos, a qual o utilizava como “ativo” de uma loção anti-acne fabricada por eles.

 

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Showing 3 comments
  • Marcelo
    Responder

    O chá de Alecrim também pode ser encontrado no site da QUINARÍ (http://www.quinari.com.br).

    Apresentação:

    O chá de alecrim é indicado para dores reumáticas, depressão, gases intestinais, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas, dor de cabeça de origem digestiva; problemas no fígado, no intestino, nos rins, nos pulmões e na vesícula, além de respiratórios; cansaço físico e mental, celulite, colesterol, azia e insônia.

  • Julio Kiler
    Responder

    O óleo essencial de alecrim é usado para ungir na igreja ortodoxa grega e está presente no culto de outras religiões afro, como candomblé e umbanda.

  • Robson Abreu
    Responder

    Atualmente no mercado é possível encontrar além do Alecrim Pimenta, ainda o nome Alecrim do Campo e somente o nome Alecrim. Qual ou quais desses tipos de Alecrim são indicados para o crescimento capilar?

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